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Encontro telepresencial destaca o papel da escuta qualificada na prevenção de crises psíquicas

Mosaico de telas do Zoom exibindo diversos participantes de uma palestra online sobre prevenção ao suicídio. No topo, o título da apresentação indica: “O Poder da Palavra: por que o sofrimento precisa ser falado antes que se torne ato”. A participante Jamille Ipiranga aparece em destaque no canto superior esquerdo com o ícone de mão levantada.
Os participantes puderam fazer perguntas e comentários durante a palestra

A Escola Judicial do Tribunal Regional do trabalho da 7ª Região (CE), em parceria com a Secretaria de Saúde do Tribunal, realizou no dia 24 de setembro o encontro virtual "O Poder da Palavra: por que o sofrimento precisa ser falado antes que se torne ato". O evento teve a presença de mais de 50 participantes através da plataforma zoom. A psicóloga Rayssa Lima discutiu a importância de criar espaços seguros de acolhimento e prevenir crises psíquicas. 

Captura de tela de uma videochamada no Zoom destacando a palestrante Raysa Lima no centro da tela. Ela é uma mulher branca de cabelos escuros e veste uma roupa marrom com lenço estampado no pescoço. Na parte inferior, há miniaturas de outros participantes da reunião e a barra de ferramentas da plataforma.
As servidoras Mariana Lima e Dina Melo coordenaram a apresentação da psicóloga Rayssa Lima

Durante a palestra, Rayssa explicou que o suicídio é um tema complexo e multifatorial, ressaltando que não existe uma causa única nem receitas prontas para lidar com o sofrimento emocional. Ela explicou que, assim como no diabetes, diversos fatores influenciam a saúde mental, tornando impossível prever ou garantir resultados absolutos. 

A profissional enfatizou que, no momento de apoiar alguém em vulnerabilidade, o essencial é oferecer uma escuta atenta, sem julgamentos e sem a obrigação de dar respostas perfeitas ou tentar mudar o sentimento da pessoa à força. Para contextualizar a importância do acolhimento genuíno e combater o isolamento de quem passa por momentos difíceis, a psicóloga ressaltou que não devemos exigir que o outro esteja bem para que possa receber nossa companhia:

"Eu estou do seu lado, mesmo que você não queira conversar (...) A gente não precisa estar bem para estar com as pessoas. Eu não preciso estar alegre para as pessoas quererem estar comigo. Esse é um aprendizado que a gente precisa ter, porque se a gente acha que só quando está bem vai estar com as pessoas (...) você pode ir exatamente assim, do jeitinho que você está."

A iniciativa do encontro, dentre outros eventos, integram as ações institucionais voltadas à promoção da saúde mental e da qualidade de vida no trabalho no âmbito do Judiciário Trabalhista. 

Cartaz com fundo preto e o título “Como ajudar alguém em risco de suicídio – UM GUIA PARA A REDE DE APOIO”. No centro, a ilustração de duas mãos estendidas se conectando por uma linha amarela que forma uma borboleta. No canto inferior, um pequeno cartão identifica a palestrante Raysa Lima, psicóloga e especialista em prevenção do suicídio.
Raysa Lima é palestrante, terapeuta, supervisora e especialista em Prevenção do suicídio

Guia prático de apoio

Para orientar familiares, amigos e colegas de trabalho no dia a dia, a palestrante apresentou o manual "Como ajudar alguém em risco de suicídio: Um guia para a rede de apoio". Elaborado pelo Espaço Amarelo, o material em PDF detalha os principais sinais de alerta que devemos observar, orienta sobre o que evitar dizer diante da dor alheia e ensina formas práticas de escutar, validar o sentimento e acompanhar a pessoa na busca por ajuda profissional especializada.

Guia para a Rede de Apoio (PDF): [Baixe aqui o manual "Como ajudar alguém em risco de suicídio"]

Serviço: Onde buscar ajuda em momentos de crise

Se você ou alguém conhecido estiver passando por um momento difícil ou em situação de emergência, procure apoio nos canais abaixo: