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Justiça do Trabalho do Ceará divulga resultados de pesquisa sobre assédio e discriminação

O Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE) divulga os resultados da pesquisa realizada sobre práticas de assédio e discriminação no ambiente de trabalho. O estudo, que seguiu as diretrizes da Resolução Normativa TRT7 nº 7/2024, teve como objetivo identificar a percepção de magistrados, servidores, estagiários e terceirizados sobre o tema, visando subsidiar ações de prevenção e combate a essas práticas.

Leia o Relatório na íntegra aqui.

A pesquisa, promovida pela Secretaria de Gestão de Pessoas e realizada entre junho e julho de 2025, contou com a participação de 56 respondentes, incluindo servidores, magistrados e estagiários. A maioria dos participantes foi de servidores efetivos. Houve uma participação majoritariamente feminina, com 57% das respostas. A pesquisa abrangeu todas as instâncias do Tribunal, incluindo áreas administrativas, capital, região metropolitana e interior.

Dentre os principais resultados, o relatório aponta para a percepção da existência de práticas de assédio e discriminação no âmbito do TRT-CE, ainda que a amostra de respondentes seja limitada. Alguns participantes relataram situações de assédio moral e sexual, destacando a necessidade de aprimorar os mecanismos de denúncia e investigação.

“As respostas dos participantes revelaram sugestões para aprimorar as ações de prevenção e enfrentamento à violência, assédio e discriminação, como: punição efetiva dos assediadores; campanhas de conscientização e treinamento; respeito aos terceirizados; divulgação dos canais de denúncia e aprimoramento das ações de prevenção ao assédio”, destacou Joarez Dallago, secretário de Gestão de Pessoas do TRT-CE, no trecho conclusivo do relatório.

O relatório aponta ainda a necessidade de fortalecer os canais de denúncia, assegurando o sigilo e a proteção dos denunciantes, a fim de aumentar a confiança e a segurança para o relato de casos. Além disso, os dados indicam a necessidade do planejamento de ações preventivas e de monitoramento contínuo do clima organizacional.

Encaminhamentos 

O Tribunal encaminhará os dados apurados aos Comitês de Prevenção e Enfrentamento da Violência, do Assédio e da Discriminação de 1º e 2º Graus para que tomem as deliberações cabíveis, ressaltando que, embora o sigilo nas respostas tenha sido garantido, alguns respondentes forneceram seus telefones de contato, apontou Joarez Dallago no documento. Os Comitês tomarão ciência do resultado da pesquisa, conforme determina a Resolução, para recomendar ou solicitar providências preventivas ou de esclarecimento às unidades organizacionais identificadas.

Para a desembargadora Regina Gláucia Cavalcante Nepomuceno, coordenadora do Comitê de 2º Grau, a pesquisa é uma ferramenta vital para compreender as experiências dentro do Tribunal e identificar os focos desses problemas, permitindo a construção de um ambiente mais ético, respeitoso e inclusivo. “A análise dos dados contidos no relatório permitirá a identificação de áreas que necessitam de atenção prioritária e o desenvolvimento de ações eficazes para combater e prevenir o assédio”, explicou.

Ela também ressaltou o caráter da transparência do processo. “A divulgação dos resultados será ampla e sem cortes, o que demonstra o compromisso do nosso Tribunal com a integridade e o bem-estar de todos, além de incentivar um diálogo aberto e construtivo sobre o tema”, considerou a magistrada.

Por fim, a desembargadora enfatizou que, com a promoção de um ambiente mais justo, onde a dignidade e o respeito sejam pilares inabaláveis, o Tribunal tende a crescer. “A intenção é que, a partir dessa iniciativa, sejam implementadas melhorias contínuas para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos que compõem a instituição”.

Leia o Relatório na íntegra aqui.