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Pesquisa Patrimonial e Educação Financeira são destaques no Encontro de Oficiais de Justiça

Fotografia de um grupo de homens e mulheres reunidos para uma foto coletiva em um auditório. As pessoas estão posicionadas em duas fileiras, sorrindo e olhando para a câmera. Ao fundo, há uma tela de projeção, enquanto cadeiras pretas aparecem em primeiro plano.

A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (Ejud-7) promoveu, nos dias 26 e 27 de outubro, o Encontro de Oficiais de Justiça. O evento ocorreu presencialmente no auditório da Ejud-7.

O encontro tem como objetivo aprimorar a atuação dos oficiais de justiça e demais interessados abordando temas centrais para a efetividade da execução trabalhista, a segurança no cumprimento de diligências e a modernização da gestão operacional.

Durante a programação, foram realizadas palestras e oficinas com temáticas voltadas aos desafios do cotidiano funcional. Na ocasião, abordaram os protocolos de segurança para o cumprimento de ordens judiciais, os conceitos básicos da educação financeira aplicada à carreira e uma oficina de pesquisa patrimonial.

Na oficina de pesquisa patrimonial, o servidor do TRT-5 (BA) e diretor de Execução Reunidas, Edimário Silva, agradeceu ao convite e explicou que a pesquisa é um assunto novo para a maior parte do oficialato, e o objetivo principal é introduzir as ferramentas essenciais para tornar o processo trabalhista efetivo. 

“É natural que eles tenham um certo receio, porque é uma atribuição nova. E o meu papel é mostrar para eles as ferramentas eletrônicas que a gente usa na pesquisa patrimonial, que a gente pesquisa não só patrimônio, bens, carro, dinheiro, casa, mas também endereço das pessoas. Às vezes, o oficial tá cumprindo uma diligência, não acha o destinatário e precisa obter um endereço novo, um endereço atual, então ele vai se utilizar das ferramentas”, destacou.

A oficial de Justiça do TRT-5 (BA), Carla Oliveira Ferreira, comentou que o processo de execução é um dos passos principais em toda a justiça brasileira pois “não adianta você ganhar o seu direito trabalhista e não receber isso através da prestação jurisdicional”.

Ela afirmou que “a importância não é só de encontrar meios para executar bens do demandado, mas eu, enquanto oficial, vejo na pesquisa patrimonial a oportunidade dos oficiais de justiça assumirem um protagonismo que eles nunca tiveram, que eles passam a ser agentes de inteligência processual”.
Para o TRT-CE, a realização do encontro reforça o compromisso com a formação continuada dos oficiais de Justiça, o aperfeiçoamento das práticas profissionais e o fortalecimento da execução trabalhista. A iniciativa contribui para a atualização dos conhecimentos e o desenvolvimento de estratégias que tornem o cumprimento das ordens judiciais mais seguro e efetivo.