7 de Setembro: Independência do Brasil marca trajetória de construção da cidadania
- Página atualizada em 04/09/2026
O dia 7 de setembro é celebrado como o Dia da Independência do Brasil. A data remete ao ano 1822, quando Dom Pedro I, então príncipe regente, proclamou a independência do país pondo fim na relação entre Brasil e Portugal, às margens do do rio Ipiranga, em São Paulo. O episódio ficou conhecido como o “Grito do Ipiranga” e marcou um momento decisivo no processo de emancipação política do país.
Breve contexto histórico
A Independência do Brasil resultou de um processo desenvolvido ao longo de anos, intensificado pela vinda da família real portuguesa em 1808. A Corte fugiu de Portugal após a invasão de tropas francesas sob ordens de Napoleão Bonaparte, que visava derrotar a Inglaterra por meio do Bloqueio Continental. Essa medida fechava os portos da Europa continental aos britânicos; países que mantivessem relações econômicas com os ingleses seriam invadidos. Em razão dos laços econômicos com a Coroa Britânica, a família real portuguesa transferiu-se para o Brasil para escapar da ocupação napoleônica. Posteriormente, em 1815, o Brasil foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, deixando de ser colônia e tornando-se parte integrante do reino. Essa nova configuração política, contudo, gerou descontentamento em Portugal, culminando na Revolução Liberal do Porto em 1820. As transformações políticas e econômicas desse período foram fundamentais para a consolidação do processo de independência.
Em 1821, com o retorno de Dom João VI a Portugal, Dom Pedro permaneceu no Brasil como príncipe regente. No ano seguinte, diante das pressões portuguesas para que o Brasil voltasse à condição de colônia, o sentimento separatista começou a ganhar força. Em dezembro de 1821, Portugal exigiu o retorno de Dom Pedro I para assumir o trono lusitano. Contudo, os brasileiros desejavam que ele permanecesse no país. Atendendo a um pedido do povo, o príncipe pronunciou a famosa frase: “Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico”. Esse episódio, ocorrido em 9 de janeiro de 1822, ficou conhecido como o Dia do Fico.
Posteriormente, em 7 de setembro de 1822, durante uma viagem a Santos, em São Paulo, Dom Pedro recebeu mensagens de sua esposa, Dona Leopoldina, e de José Bonifácio, que recomendavam o rompimento definitivo com Portugal. Às margens do rio Ipiranga, ele proferiu o juramento: “Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil. Independência ou Morte!”. Estava, assim, proclamada a independência do país.
Independência e cidadania
Mais de dois séculos depois, o 7 de Setembro permanece como uma das principais datas cívicas do calendário brasileiro. Mais do que um marco histórico, a data convida à reflexão sobre a justiça social e a valorização do trabalho como pilares da nossa soberania, bem como os valores que sustentam nossa identidade e o futuro que construímos diariamente.
A verdadeira independência concretiza-se na garantia dos direitos fundamentais e na promoção de oportunidades iguais para todos. Nesse cenário, a Justiça do Trabalho reafirma seu papel essencial para a democracia, atuando de forma célere e humanizada para assegurar que a dignidade humana seja a base do progresso econômico. Um país soberano fortalece-se ao promover a justiça social e a valorização do trabalho humano.
Celebrar a independência é renovar o compromisso com a cidadania, compreendendo que o crescimento do país exige respeito aos direitos de quem produz e segurança jurídica para quem empreende.
O TRT7 parabeniza todos os cearenses, mantendo-se firme na missão de distribuir justiça por um Brasil mais justo, livre e fraterno.













