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TRT-CE promove curso de capacitação para agentes da Polícia Judicial sobre autismo

Fotografia de uma sala de treinamento, com diversos participantes sentados em cadeiras voltadas para uma tela de projeção. A maioria dos participantes veste camisas pretas com a identificação “Polícia Judicial” nas costas. À frente, um instrutor usando camisa vermelha apresenta um conteúdo projetado em uma tela, enquanto utiliza um computador sobre uma mesa. A sala possui janelas com persianas verticais, iluminação de teto, ar-condicionado e equipamentos audiovisuais. Ao fundo, há também um quadro branco.

 

A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (Ejud-7),  em parceria com  Divisão de Polícia Judicial e Segurança Institucional  (DIPOL), realizou nos dias 1 a 3 setembro de 2026, o curso “Policia Judicial Amigo do Autismo”.  voltado à capacitação    dos agentes da  Polícia Judicial para o atendimento e a abordagem adequada de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).  A Formação tem como objetivo promover o conhecimento, sensibilização e práticas adequadas para um atendimento respeitoso, seguro    e inclusivo às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

Durante o curso foram abordados temas relacionados à compreensão do autismo, processamento sensorial, comunicação efetiva e estratégia de abordagem da Polícia Judicial. A capacitação também contempla orientações sobre como agir diante de situações de    meltdown  (Explosão) que significa uma resposta  intensa e externa a uma sobrecarga sensorial, emocional ou social, exemplo: choro forte, gritos, agitação motora etc… O Shutdown  (Implosão) apresenta um padrão mais discreto e  interno de resposta à sobrecarga,   exemplo: isolamento total, muitíssimo  rigidez física, buscando proporcionar aos agentes métodos  para identificar, prevenir e lidar com possíveis crises de forma segura e empática.  

Outro destaque da formação abordada foi sobre legislação e direitos das pessoas autistas e com deficiência, incluindo a Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana), a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), a Lei nº 13.977/2020 (CIPTEA), a Lei nº 14.624/2023    (Cordão de Girassol), além de resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Súmula Vinculante nº 11.  Também foi exposto o combate ao capacitismo e preconceito,  reforçando a importância da valorização da dignidade e da promoção de um ambiente  institucional mais inclusivo.  A acessibilidade atitudinal, comunicacional e arquitetônica foi   apresentada como elemento fundamental para garantir a participação plena e efetiva de todas as pessoas. 

Para a agente da polícia judicial Marta Braga Feijó, participar dos três dias de curso ressaltou a importância do TRT-7, em conjunto com a Escola Judicial, em capacitar os policiais para o atendimento a esse público.  “A Escola Judicial tem um papel importantíssimo,   não só para  os agentes de polícia, mas como  todo o tribunal, todo o corpo de servidores, porque está sempre informando,  está sempre formando valores, passando conhecimentos, aprimoramento, então é muito importante”,  disse em seu relato.

A capacitação foi ministrada pelo agente da polícia judicial José Osmar Britto. A referida iniciativa reforçou o compromisso e a sensibilidade do TRT-CE quanto à qualificação de seus servidores, magistrados e estagiários, visando à consolidação de um ambiente     judicial mais humano, acessível e inclusivo.  

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