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Pesquisa da OIT revela maior dificuldade de se inserir no mercado para jovens mulheres

Fotografia de três mulheres em um ambiente de trabalho, reunidas e analisando documentos. À esquerda, uma mulher negra segura uma caneta e uma folha com um gráfico; ao centro, uma mulher branca observa o material; à direita, uma mulher branca usa óculos e segura um caderno. As três demonstram atenção e interação durante a atividade.

Em agosto, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou o relatório “Tendências Globais do Emprego para Jovens 2026: de volta ao futuro” que aponta que a desaceleração do crescimento econômico, a fraca criação de empregos, as tensões geopolíticas e as rápidas mudanças tecnológicas levam os países em direção a uma crise de empregos para os jovens. A pesquisa revela que na América Latina, a situação é pior para as mulheres.

No ano de 2025, mais de dois em cada três jovens fora do mercado de trabalho, dos estudos ou da capacitação profissional eram mulheres. Com 27,4%, a taxa de jovens mulheres que não trabalhavam, estudavam e faziam formação era o dobro em comparação com a dos homens (13,1%).

Os dados apontam que os obstáculos impostos pela sociedade continuam a limitar a participação das mulheres jovens no mundo do trabalho. Os principais motivos são:

  • Responsabilidade de cuidados familiar;
  • Discriminação;
  • Acesso limitado a empregos de qualidade.

O relatório conclui que o desafio não é apenas criar empregos, mas garantir que seja oferecido segurança, dignidade e oportunidades na juventude. 

Trabalho e Igualdade de Gênero
Para responder a esses desafios locais e promover a equidade, o Subcomitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina e de Igualdade de Gênero do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) atua no combate às disparidades estruturais e no fortalecimento da presença feminina no ambiente corporativo e judiciário.

A juíza Ivania Silva Araújo, integrante do Subcomitê do TRT-CE, destaca a urgência de ações institucionais para reverter esse cenário. Ela diz que “os dados da OIT reforçam que a desigualdade no mercado de trabalho não é fruto do acaso, mas de barreiras estruturais que sobrecarregam as mulheres desde muito jovens. Garantir a igualdade de gênero e o acesso a postos de trabalho dignos não é apenas uma pauta social, é um compromisso fundamental com a justiça e com o futuro da nossa sociedade”.

Com iniciativas focadas na conscientização, na formulação de políticas afirmativas e na garantia de direitos, o Subcomitê segue alinhado às diretrizes internacionais para assegurar que as jovens cearenses encontrem oportunidades de trabalho pautadas na dignidade, no respeito e na igualdade real de condições.