Seminário reúne profissionais para discutir estratégias de comunicação no Poder Judiciário
- Página atualizada em 24/08/2026
Profissionais de comunicação, jornalistas, estudantes e integrantes do Sistema de Justiça em Fortaleza reuniram-se, na sexta-feira (21/8), para o 1º Seminário Comunicação Pública e Justiça. Com o tema “Comunicação Interna e Engajamento Institucional”, a iniciativa promovida pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) discutiu desafios e estratégias da comunicação interna no setor público, além de temas como linguagem simples, inovação e uso da inteligência artificial no ambiente institucional.
A palestra de abertura foi ministrada por Aline Castro, referência nacional em comunicação pública. Jornalista e servidora pública, ela integra a equipe de Comunicação Social do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e é vice-presidente da ABCPública. Após a palestra, ocorreu um debate sobre o tema, ao lado dos debatedores Grazielle Albuquerque (doutora em Comunicação e Política) e Marcelo Roseno (juiz auxiliar da Presidência do TJCE), com mediação de Lyana Ribeiro (chefe da Assessoria de Comunicação do TJCE).
Conforme Aline Castro, mais que informar, a comunicação interna deve engajar os colaboradores. Para tanto, “as pautas para lidar com o público interno devem se preocupar com facilitar o trabalho, descomplicar processos e burocracias internas, disponibilizar acessos e soluções rápidas, explicar procedimentos para ajudar a vencer as dificuldades do dia a dia dos servidores”, explicou a jornalista.
Além disso, prestar reconhecimento de pessoas, como a valorização de trajetórias, celebração de conquistas e concessão de protagonismo em realizações, deve fazer parte das estratégias da comunicação interna. “O objetivo é fomentar o propósito e criar laços entre os colaboradores de uma organização pública”, resumiu.
Durante o debate, os participantes, tanto da mesa, quanto da plateia, puderam acrescentar conhecimentos, impressões e tirar dúvidas. Grazielle Albuquerque ponderou, entretanto, que a solução de comunicação interna de uma instituição pode não necessariamente servir para outra, porque elas podem ter perfis humanos diferentes, considerando-se faixa etária, gênero e regionalidades. “É necessário realizar uma pesquisa de diagnóstico para identificar o que seu público deseja, como ele consome informação. Um bom diagnóstico vai ajudar a instituição a colocar a sua comunicação no prumo”, afirmou a pesquisadora.
Oficinas
Além da programação da manhã, o Seminário contou com duas oficinas no turno da tarde. A oficina “Direito Visual e Linguagem Simples: pra quê?” foi ministrada por Iago Capistrano Sá, consultor de inovação jurídica do Laboratório de Inovação (LabLuz) do TJCE. Já a oficina “IA na Comunicação Pública: da ferramenta à rotina” foi conduzida por Felipe Barreto, diretor do Departamento de Multimeios do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
O analista de comunicação social Hugo Cardim participou do evento, representando o TRT-CE.













