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16 anos do Estatuto da Igualdade Racial: TRT-CE reforça a promoção da equidade

Ilustração em estilo de pintura digital celebrando o Estatuto da Igualdade Racial. No centro, há um grande livro aberto com o título "Estatuto da Igualdade Racial - Lei Nº 12.288/2010 - 20 de Julho", cercado por um grupo diverso de pessoas negras representando várias profissões (saúde, direito, construção civil). Ao fundo, um grande sol radiante envolve uma balança da justiça, ladeado por paisagens urbana, portuária e rural, além de detalhes da bandeira do Brasil.

O Estatuto da Igualdade Racial transformou o Brasil ao reconhecer a relevância de combater o racismo estrutural na sociedade. Promulgada em 20 de julho de 2010, a Lei nº 12.288/2010 institui diretrizes para combater o racismo institucional, garantir a igualdade de oportunidades e os direitos étnicos da população negra brasileira. Neste dia, o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) convida a sociedade para refletir sobre a importância desse marco histórico.

Desde sua criação, o Estatuto vem orientando e ajudando a pôr em prática políticas públicas específicas garantindo direitos à todos. Alguns desses avanços são a implementação de cotas raciais em concursos públicos, o acesso à educação e a criação de projetos institucionais voltados à equidade racial.

O Estatuto garante os direitos fundamentais em áreas cruciais, como: saúde, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho e moradia para a população negra. A lei também protege a liberdade de consciência, de todas as crenças e o livre exercício dos cultos religiosos de matriz africana.  

Apesar disso, a luta no combate ao racismo estrutural ainda é um tópico sensível no Brasil. Embora os avanços desde 2010 sejam visíveis, os indicadores socioeconômicos nacionais reforçam que, para atingirmos a equidade plena, ainda exige um trabalho rigoroso a ser realizado. 

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PND) do IBGE, publicada em julho de 2025, revelou que 63,4% das pessoas brancas do país tinham completado a educação básica até 2024. Enquanto que, o índice entre pessoas negras era mais baixo, com percentual de 50%. A pesquisa destaca disparidades alarmantes. São as pessoas negras as que mais sofrem com o analfabetismo. A taxa, entre pretos e pardos, é de 7,1% de analfabetos, em comparação a 3,2% entre pessoas brancas. 

O TRT-CE reafirma o seu compromisso diário e a sua participação ativa na garantia dos direitos previstos no Estatuto da Igualdade Racial. Com esse propósito, a instituição desenvolve continuamente projetos voltados ao combate à desigualdade racial. A verdadeira Justiça do Trabalho se constrói, fundamentalmente, por meio da igualdade, do respeito e da concessão de oportunidades iguais para todos.