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Projeto EntreLaços: 1° encontro promove roda de conversa e acolhimento aos pais atípicos

Cinco mulheres estão sentadas lado a lado em cadeiras de escritório pretas, dispostas em semicírculo em uma sala de paredes claras. Elas vestem roupas sociais e casuais finas, com estilos que variam entre blusas, calças compridas e vestidos em tons de marrom, preto, branco e verde. Com expressões atentas e voltadas para a esquerda, a maioria está de pernas cruzadas, transmitindo uma postura de escuta formal em uma reunião ou evento.

Focando nas vivências e no acolhimento das mães, pais e responsáveis por crianças e adolescentes neurodivergentes, o “Projeto Entrelaços: Cuidando de Quem Cuida”, uma iniciativa da Secretaria de Saúde do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) , teve seu 1° encontro nesta sexta-feira (26/6), sediado na sala de aula da Escola Judicial (Ejud-7).

O encontro contou com a presença dos magistrados, servidores, estagiários e colaboradores que conciliam a carreira com os cuidados voltados aos filhos.  O projeto propõe encontros mensais com roda de conversas que aproximem os participantes através da troca de experiências.

A abertura, iniciada às 10h, contou com a participação do diretor da Secretaria de Saúde, Fernando Antônio Sá de Araújo, da representante da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, juíza do trabalho Suyane Belchior, e da diretora geral Neiara São Thiago Cysne Frota e que também é avó atípica. Na ocasião, foram apresentadas as diretrizes do Projeto Entrelaços e a equipe de apoio psicossocial que acompanhará o grupo.

Em sua fala, Fernando Antônio Sá destacou que o projeto transforma-se em uma rede de apoio voltada ao bem-estar e ao cuidado, e o setor de saúde precisa estar à frente da construção desses espaços. “A promoção da saúde vai muito além da prevenção das doenças. Ela envolve acolhimento, escuta, fortalecimento emocional, apoio mútuo e a construção de redes que nos ajudam a enfrentar os desafios do dia a dia com mais segurança e esperança. A Secretaria de Saúde acredita na importância desse espaço”.

Setor médico e psicossocial presente do TRT-CE presente no primeiro encontro do Projeto EntreLaços.

Após o momento de apresentações, a magistrada Suyanne Belchior conduziu o diálogo compartilhando suas próprias vivências como mãe atípica.  Ela compartilhou que a inclusão de pais atípicos vai além de garantir direitos e eliminar barreiras sociais, mas deve envolver uma rede de apoio coletiva para eles se sentirem acolhidos.

“É muito importante essa escuta, essa troca de apoio para a gente não se sentir sozinho. Como mãe atípica, eu digo isso porque nós passamos por muitos desafios, e a gente pensa que tá sozinha, mas tem outras pessoas que passam pelo mesmo sentimento, angústias, e que precisa ser ouvida, ser escutada”, apontou a titular da 14ª Vara do Trabalho de Fortaleza. “A comissão reforça o compromisso de promover ações que possam fortalecer esse projeto, tornando nossa instituição mais humana e inclusiva às diversidades dos seus integrantes do Tribunal”, concluiu.

Na sequência, o primeiro encontro realizou uma dinâmica de integração e acolhimento fortaleceu o vínculo entre os participantes, que também definiram, de forma coletiva, os temas prioritários para as próximas reuniões do projeto.

O encontro contou com a presença dos magistrados, servidores, estagiários e colaboradores que conciliam a carreira com os cuidados voltados aos filhos.

A roda de conversa foi conduzida pela enfermeira Silvana Santos, ao lado das psicólogas Flávia Frota Loureiro e Lyvia Rodrigues Pereira, do Setor Psicossocial.

De acordo com Silvana Santos, que está por trás da organização do projeto, trazer esse momento de convivência no espaço de trabalho é o primeiro passo para a instituição fortalecer projetos como o EntreLaços. “Fico muito feliz de termos já nesse primeiro encontro esse apoio da comissão, da administração e da equipe toda. Para quem é mãe atípica, a gente vai viver isso a vida toda, então, poder trazer para o meu local de trabalho a experiência que eu tenho como profissional de saúde, como mãe atípica e poder compartilhar e ter essa troca é uma benção”, enfatizou.

Para o TRT-CE, a iniciativa consolida o compromisso institucional com a inclusão e o bem-estar de seus magistrados e servidores. O tribunal reafirma a importância de acolher a pluralidade das configurações familiares, transformando o espaço institucional em uma rede de afeto e solidariedade.