logotipo responsivo da Justiça do Trabalho
  • Selo Prata CNJ Ano 2023
  • Selo 100% PJe
  • Instagram
  • SoundCloud
  • Youtube
  • Facebook
  • Twitter

Magistratura do trabalho debate Trabalho Decente e Reinserção Social em seminário da Enamat

Fotografia em plano médio mostra quatro pessoas sentadas em uma mesa de conferência de madeira, posicionadas diante de uma parede com painéis verticais dourados. À esquerda, um homem calvo de terno gesticula ao falar ao microfone, ladeado por uma mulher de vestido vinho, um homem de terno azul e gravata vermelha, e uma mulher loira de blusa clara na ponta direita. Acima deles, um grande banner branco exibe o logotipo e o texto "Trabalho Decente e Reinserção Social: A Atuação Estratégica da Magistratura do Trabalho".
O desembargador e ouvidor José Antonio Parente esteve presente nos debates

Nos dias 9 e 10 de junho, o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) marcou presença no seminário "Trabalho Decente e Reinserção Social: A Atuação Estratégica da Magistratura do Trabalho", realizado na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. O desembargador e ouvidor José Antonio Parente da Silva esteve presente nos debates com o objetivo de alinhar as diretrizes nacionais às ações de empregabilidade desenvolvidas em nosso estado.

Organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), o evento reuniu especialistas para discutir a inclusão de egressos do sistema prisional no mercado de trabalho, com foco no Plano Pena Justa e na Política Nacional de Trabalho no âmbito do Sistema Prisional (PNAT). A programação contou com painéis técnicos e uma visita ao Complexo Prisional da Papuda, visando fortalecer a atuação do Judiciário na garantia de direitos fundamentais.

A participação do desembargador José Parente, que atua como coordenador da Câmara do Trabalho no âmbito do Plano Nacional Pena Justa e membro do Comitê Nacional PopRuaJud, reforça o compromisso do TRT-CE em conectar o Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) regional a projetos de fomento ao trabalho para egressos. 

Fotografia em plano geral mostra um grupo de cerca de trinta pessoas sorridentes, posando juntas no palco de um auditório com fundo de painéis de madeira dourada. A maioria das pessoas veste trajes formais e segura certificados horizontais com bordas coloridas, voltados para a frente. O grupo está organizado em duas fileiras, com os rostos visíveis, e à frente deles aparecem as partes superiores de poltronas pretas e marrons da plateia.
O evento foi organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat)

Trabalho digno como ferramenta da ressocialização

Com o objetivo de garantir oportunidades de trabalho digno para pessoas privadas de liberdade ou egressas do sistema prisional, o Programa Pena Justa, criado a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento do Preceito Fundamental (ADPF) 347, é um projeto que propõe ampliar as oportunidades de estudo e trabalho decente dentro dos presídios. Por meio dessas ações, busca-se promover a dignidade humana e fortalecer o processo de ressocialização.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Brasil registrou, no segundo semestre de 2025, um contingente superior a 960,9 mil pessoas privadas de liberdade. Diante deste cenário, reforçamos que promover o trabalho em todas as unidades prisionais é fundamental para o processo de ressocialização, uma vez que garante o acesso a oportunidades de educação, qualificação profissional e efetiva reinserção social.

Durante o seminário da Enamat, o ministro do TST Cláudio Brandão, que participou da comitiva, conheceu junto aos GMFs as oficinas de costura, panificação e fábrica de pré-moldados no complexo prisional. De acordo com o ministro, conhecer de perto essa realidade é uma experiência capaz de transformar percepções e trazer para essas pessoas, a esperança na qualificação profissional para um futuro melhor.

“Perceber que essas pessoas têm um desejo genuíno de reconstruir o próprio futuro foi uma experiência gratificante, pois demonstra que a privação de liberdade não elimina a dignidade humana nem o potencial de transformação de cada indivíduo”, destacou o ministro.

O TRT-CE reconhece o Programa Pena Justa como um importante instrumento de transformação social, capaz de garantir renda, promover o desenvolvimento de habilidades e possibilitar a remição de pena. O esforço conjunto de todos os integrantes do Poder Judiciário tem como finalidade assegurar que as oportunidades oferecidas pelo programa estejam em plena conformidade com a legislação vigente e com os parâmetros de trabalho decente.