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Polícia Judicial do TRT-CE recebe treinamento em Gerenciamento de Crises

Sala de palestras com o instrutor Hélcio Nalon, homem calvo de barba, vestindo blusa preta e calça bege, falando ao microfone diante de um telão com slides sobre gerenciamento de crises. O público, formado por agentes de segurança de camisetas pretas com a inscrição "Polícia Judicial", assiste atentamente ao treinamento sentados em poltronas escuras. Em imagens individuais, os servidores Joao Cruz, vestindo fardamento operacional completo, e Nádia Sarmento, sorridente ao lado do telão, posam para fotos durante o evento.
Hélcio Nalon Alves é diretor da Secretaria de Segurança Institucional do TRT-2

A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (Ejud-7), em parceria com a Divisão de Polícia Judicial está promovendo o curso “Gerenciamento de Crises na Justiça do Trabalho”. Voltada especificamente para os agentes da Polícia Judicial do TRT-CE, a capacitação ocorre de forma presencial no auditório da Escola Judicial, dividida em três turmas entre os dias 16 e 18 de junho de 2026.

Veja mais fotos aqui.

O efetivo atual do Tribunal é composto por 78 agentes

O principal objetivo do treinamento é apresentar a doutrina de gerenciamento de crises aplicada à rotina da Polícia Judicial em situações críticas e eventos extraordinários que fogem à normalidade. O foco está em garantir uma atuação segura, estratégica e rigorosamente alinhada aos princípios constitucionais e aos direitos humanos.

Com uma abordagem que une teoria e prática adaptadas à realidade da Justiça do Trabalho, a capacitação contempla conteúdos fundamentais para a segurança institucional. O programa aborda conceitos detalhados de crise e classificação de riscos, técnicas modernas de negociação e escuta ativa, além do uso diferenciado da força. Os agentes também recebem instruções sobre a estrutura do posto de comando, o gerenciamento de situações complexas envolvendo reféns ou suicidas, e o alinhamento de protocolos de atuação e redes de acionamento de emergência.

Um homem calvo vestindo camisa preta e calça cargo está de pé em um palco, falando ao microfone. Atrás dele, há uma grande tela de projeção exibindo um slide com uma linha do tempo histórica, contendo rótulos de texto e datas específicas.. Ele faz a apresentação para uma plateia sentada em cadeiras escuras, em um auditório moderno e bem iluminado
Hélcio Nalon possui formação especializada em gerenciamento de crises, direitos humanos e segurança institucional

A formação é conduzida por Hélcio Nalon Alves, diretor da Secretaria de Segurança Institucional do TRT da 2ª Região (TRT-2). Durante o treinamento, o instrutor detalhou a essência e o propósito central da qualificação com base nos conceitos práticos da função. “O objetivo é mostrar para os agentes da Polícia Judicial o que é um evento crítico, como ele pode chegar até nós, e quais são os atores principais nesse contexto. E como ele pode agir na figura de primeiro interventor”, explicou Hélcio Nalon. 

Ele ressaltou que, diante de uma crise nas unidades, os policiais precisam ter condições mínimas de atuação até a chegada de apoio especializado, buscando sempre uma solução aceitável e menos gravosa para todos. Para isso, o curso trabalha ferramentas que vão desde os fundamentos históricos até a técnica da escuta ativa, capacitando os agentes para lidar inclusive com casos de comportamento suicida e perturbações emocionais no ambiente de trabalho.

Um homem de meia-idade com óculos e cabelos grisalhos, vestindo farda preta do TRT7 e cinto tático, está de pé em um escritório com os braços cruzados, sorrindo.
Diretor da Divisão de Polícia Judicial do TRT-CE, Luiz Joel de Melo

O diretor da Divisão de Polícia Judicial do TRT-CE, Luiz Joel de Melo, destacou a relevância do treinamento, apontando que o aumento generalizado de conflitos, ameaças e o visível adoecimento da população trazem reflexos diretos para o cotidiano das unidades judiciárias. Diante dessa realidade, o efetivo atual do Tribunal, composto por 78 agentes, foi distribuído estrategicamente em três turmas para garantir que todo o quadro da sede, do fórum e do interior recebesse a devida instrução. 

Em seu depoimento, Luiz Joel destacou o caráter inédito da capacitação e a evolução da categoria: “Esta é a primeira vez que temos esse tema em um curso dedicado aos agentes. A formação marca o início de um novo papel na Justiça do Trabalho, que hoje conta com fardamento, equipamentos e uma quantidade ampliada de atribuições. Garantir a autonomia dos magistrados para decidir e prestar um bom atendimento ao público envolve uma atuação complexa. O papel da Polícia Judicial hoje é da acolhida e também da segurança para magistrados e servidores”, conclui o diretor.

O agente de polícia judicial João Augusto Colares Cruz, lotado na Seção de Transporte, destacou que a natureza da profissão exige prontidão imediata, já que uma situação crítica pode surgir a qualquer momento. Para ele, os conhecimentos teóricos e operacionais compartilhados são indispensáveis para qualificar a abordagem policial: “O que nós estamos aprendendo no curso até o momento vai nos ajudar a contornar situações de crise da melhor forma possível, seja no tom como a gente fala ou na forma que a gente aborda”, pontuou.

Uma mulher de pele clara, cabelos escuros presos e usando batom vermelho está em pé, em primeiro plano e ligeiramente à direita, posicionada em um auditório. Ela veste uma camisa tática preta de mangas três quartos com o brasão da Polícia Judicial no lado esquerdo do peito e calça bege clara, mantendo as mãos unidas à frente do corpo. À esquerda, ao fundo, destaca-se um grande telão com projeção esverdeada exibindo o brasão oficial da Polícia Judicial e os títulos "Gestão de Incidentes Críticos com Suicidas", "Síndromes" e "Mudança de Comportamento". O ambiente do auditório possui piso acarpetado avermelhado, teto de placas brancas com luminárias embutidas, paredes texturizadas em tons de cinza e marrom com um aparelho de ar-condicionado fixado, além de uma mesa de vidro com poltrona preta posicionada logo atrás do telão.
Agente da Polícia Judicial Nadia Sarmento Melo

Também lotada na Seção de Transporte, a agente Nadia Sarmento Melo enfatizou a complexidade e a imprevisibilidade de gerenciar eventos críticos, lembrando a importância de seguir os novos protocolos operacionais e de atuar em cooperação com redes de apoio como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) ou o Corpo de Bombeiros. 

A servidora reforçou que manter o controle emocional é a chave para evitar desfechos desfavoráveis no ambiente institucional. “O que a gente tem que tentar ao máximo é ter calma e não tornar a situação pior do que ela já está, sempre tentando conduzir da forma mais educada. O objetivo final e maior é que a crise seja contornada da melhor maneira, sem que haja óbitos ou feridos”, concluiu uma das três representantes femininas da Polícia Judicial do TRT-CE.