Corregedoria-Geral visita a Escola Judicial em terceiro dia de correição no TRT-CE
- Página atualizada em 26/02/2026
No terceiro dia da correição ordinária realizada pela Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (CGJT) na Justiça do Trabalho do Ceará, atualmente presidida pela desembargadora Fernanda Uchôa, a comitiva correicional concentrou suas atividades nesta quarta-feira (25/2), nas instalações da Escola Judicial (Ejud-7). No turno matutino, foram visitadas outras unidades administrativas, reservando-se o período vespertino para o alinhamento pedagógico e institucional. A Escola Judicial está sob a direção do desembargador Paulo Régis Machado Botelho. A fiscalização que ocorre entre os dias 23 e 27 de fevereiro, visa avaliar o desempenho e a estrutura do tribunal cearense.
Visita institucional e intercâmbio de experiências
O ministro corregedor-geral, José Roberto Pimenta, acompanhado pelo seu assessor, Davi Farias Correia Lima, foram recebidos pelo desembargador e vice-diretor da Ejud-7, Clóvis Valença Alves Filho, no exercício da direção da Escola, juntamente com os membros do Conselho Consultivo e Administrativo. Durante a visita, o ministro destacou a evolução histórica das escolas judiciais, relembrando a criação do modelo de conselhos consultivos, hoje consolidado em todo o país.
O ministro enfatizou a importância da formação inicial e continuada, contrastando-a com os tempos em que magistrados assumiam audiências sem preparação prévia. "É uma função primordial. A gente sabe como isso é fundamental para quem é mais novo, como é importante essa adaptação gradativa à função de magistrado", afirmou o corregedor.
O desembargador Clóvis Valença destacou que o ministro corregedor "se mostrou satisfeito com o trabalho que a Escola vem desenvolvendo". Durante a visita, foi dada ciência ao ministro sobre o projeto de interiorização da Ejud-7, que leva seminários a cidades como Sobral, Crateús, Iguatu e a Região do Cariri, confirmando que o primeiro encontro de 2026 no interior ocorrerá nos dias 9 e 10 de abril. Além disso, o vice-diretor da Escola informou ao corregedor que as ações de capacitação são abrangentes, sendo direcionadas "também aos servidores, não apenas aos magistrados".
A desembargadora Maria Roseli Mendes Alencar, conselheira da Ejud-7, reforçou a importância da visita correicional para o fortalecimento das diretrizes da Escola. Segundo a magistrada, a formação vai além do aspecto técnico, sendo a "alma da prestação jurisdicional". Roseli Mendes destacou que a instituição busca criar um ambiente de reflexão e acolhimento para que os magistrados estejam preparados para os desafios sociais da Justiça do Trabalho, unindo excelência técnica e humanismo.
A juíza e coordenadora pedagógica da Ejud-7, Laura Anísia Moreira, destacou ações como o Colóquio da Mulher, realizado em março para dar visibilidade a referências femininas de diversas profissões. Segundo a magistrada, o evento busca atingir o público que ocupa o espaço institucional da Escola. Ela mencionou ainda a "Sexta Jurídica", projeto que promove a integração acadêmica entre magistrados, servidores, juristas e estudantes, fortalecendo os vínculos com instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público.
Comitiva e recepção
Além do vice-diretor da Escola, desembargador Clóvis Valença e sua assessora Paula Goiana, a recepção contou ainda, com as presenças dos conselheiros da Ejud-7: os desembargadores Roseli Mendes Alencar e Antônio Teófilo Filho; os juízes e também conselheiros, Laura Anísia Moreira (coordenadora pedagógica), Raquel Vasconcelos, Rossana Tália Modesto e Adalberto Ellery Barreira. Também participaram do acolhimento à comitiva, a secretária executiva da Ejud-7 Flávia Regina Mendes e a equipe de trabalho da Escola. Foram apresentadas as instalações e os fluxos de trabalho ao ministro.
Próximos passos
A agenda da correição segue com ritmo intenso para os últimos dias:
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26 de fevereiro (quinta-feira): A equipe da Corregedoria-Geral dará continuidade às reuniões setoriais e ao exame de processos e documentos administrativos nas secretarias do Tribunal.
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27 de fevereiro (sexta-feira) às 10h: Encerramento dos trabalhos com a leitura da ata correcional em sessão plenária, momento em que serão apresentadas as conclusões e recomendações da CGJT para o TRT-CE.













