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Corregedor-geral da Justiça do Trabalho visita Centros de Conciliações de 1º e 2º Graus

Seis pessoas posam para uma foto em um escritório. Ao fundo, um painel fotográfico exibe uma paisagem litorânea com prédios e o céu azul sob o título "CEJUSC - JT". O grupo, composto por quatro homens e duas mulheres em trajes formais, sorri para a câmera em um ambiente iluminado.
Ribamar Silva (diretor do Cejusc), des. Antônio Teófilo, min. Roberto Pimenta, des. Tarcísio Lima Verde, juíza Carolina Lacerda e Renata Bauer

O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta, visitou nessa quarta-feira (25/2) os Centros de Conciliações (Cejusc) de 1º e 2º Graus do TRT-CE. A atividade fez parte da correição ordinária pela qual passa o Regional cearense e tem como objetivo inspecionar se as unidades judiciárias estão em bom funcionamento e cumprindo seus deveres funcionais. O ministro estava acompanhado de Carolina Lacerda, juíza auxiliar da Corregedoria, e da assessora Renata Bauer.

Veja mais fotos aqui.

No início da manhã, a equipe de correição foi recebida no Cejusc de 2º Grau, na sede do TRT-CE, pelos desembargadores Tarcísio Guedes Lima Verde Júnior e Antônio Teófilo Filho, respectivamente coordenador e supervisor da unidade, além de servidores e estagiários. Eles apresentaram as instalações físicas do Cejusc, destacaram boas práticas adotadas no setor e contaram casos recentes que obtiveram êxito de conciliação, graças à atuação do Cejusc, a exemplo de um acordo que beneficiará 500 trabalhadores da Petrobras com verbas trabalhistas em torno de R$ 41 milhões.

Entre alguns pontos mencionados no encontro, o desembargador Tarcísio pontuou a importância da presença do reclamante no momento da conciliação. O corregedor reforçou esse aspecto, adicionando o fato de que audiências de conciliação presenciais garantem mais efetividade que as telepresenciais, segundo estatísticas.

Quatro homens em trajes formais conversam em pé ao redor de uma mesa redonda branca com documentos e um pequeno vaso de planta. O ambiente possui divisórias de escritório claras. Três homens observam o que está ao centro, que fala e gesticula levemente, mantendo um tom de diálogo.
Ministro Pimenta durante visita ao Cejusc de 2º Grau

Ao final da visita, o desembargador Teófilo ressaltou o papel estratégico do Cejusc na celeridade dos processos trabalhistas. O magistrado reconheceu que o quadro atual de servidores ainda não é o ideal para o expressivo volume de demandas, mas enfatizou que o Tribunal tem empenhado esforços contínuos para reorganizar o pessoal e garantir a sustentabilidade dos serviços prestados pelo Cejusc.

Na sequência, ainda no período da manhã, a equipe se deslocou para o Cejusc de 1º Grau, localizado no Fórum Autran Nunes, Centro de Fortaleza. Lá, a equipe de correição foi recepcionada pelos juízes Ronaldo Solano Feitosa e Jean Fábio Almeida de Oliveira, respectivamente coordenador e supervisor da unidade, além de servidores e estagiários. O corregedor demonstrou satisfação em conhecer o moderno espaço do local, que inclui amplas salas preparadas para audiências presenciais e telepresenciais.

Oito pessoas posam lado a lado em um ambiente institucional. Ao fundo, uma parede azul com a frase "JUSTIÇA TAMBÉM SE FAZ COM DIÁLOGO" e ilustrações de trabalhadores. O grupo é composto por três mulheres e cinco homens, a maioria vestindo trajes formais como ternos e vestidos.
Equipe da correição posa ao lado dos integrantes do Cejusc de 1º Grau: juízes Jean Fábio e Ronaldo Feitosa, e os servidores Ribamar Silva, Karina Ramos e Ana Paula Krause

Importância da conciliação

Na conversa que teve com os presentes, o ministro contextualizou a importância da conciliação para a Justiça do Trabalho. Ele defendeu a celeridade processual como um pilar fundamental da dignidade humana. Para o ministro, a natureza da Justiça do Trabalho exige um contato humano direto e uma resposta rápida para garantir a subsistência dos trabalhadores e de suas famílias.

Ele destacou que não adianta o trabalhador ganhar 100% do que pleiteia se a decisão levar dez anos para ser executada, pois o valor social do recurso se perde com o tempo. “Nesse contexto, a conciliação surge como a ferramenta mais eficaz para produzir resultados concretos em tempo hábil”, afirmou.

O ministro explicou que o acordo não deve ser visto como um prejuízo ao trabalhador, mas como uma forma estratégica de transigir sobre direitos controversos ou duvidosos. “Ao optar pela conciliação, o trabalhador abre mão de uma incerteza futura para receber um valor garantido de forma imediata. Pelo lado das empresas, o benefício reside na redução de riscos e na prevenção de condenações futuras com valores muito superiores”. 

Outro ponto crucial abordado foi a impossibilidade técnica de resolver todos os processos por meio de sentenças e execuções tradicionais. Segundo o ministro Pimenta, “o volume de demandas é tão alto que, sem um percentual razoável de soluções consensuais, a estrutura do Judiciário ficaria assoberbada, tornando a pauta de processos excessivamente lenta e inviável”.

O corregedor finalizou afirmando que “sem a cultura da conciliação, as metas de eficiência e rapidez seriam impossíveis de serem atingidas, prejudicando o cidadão que busca o Judiciário para ver seus direitos reconhecidos”.

Dois homens conversam sentados em um sofá marrom. O homem à esquerda gesticula enquanto fala, segurando uma taça de água. O homem à direita, usando óculos e máscara de proteção branca, ouve atentamente. Ambos vestem ternos escuros e camisas claras com gravata.
Ministro Pimenta e juiz Ronaldo Feitosa, durante visita ao Cejusc de 1º Grau

Avanços proporcionados por correição

Ao final da visita do corregedor, o juiz do trabalho Ronaldo Feitosa fez uma avaliação, em retrospectiva, da importância estratégica do desmembramento do Cejusc no TRT-CE. Segundo o magistrado, a separação entre as unidades de primeiro e segundo graus foi fruto de recomendações de correições passadas e permitiu que o Cejusc de 1º Grau se consolidasse como a principal "porta de entrada" para o cidadão que busca resolver conflitos por meio do diálogo.

Conforme o magistrado, o funcionamento independente das unidades trouxe benefícios diretos à jurisdição e ao trabalhador, conferindo maior identidade e foco ao atendimento inicial das demandas. Ronaldo Feitosa ressaltou que, embora o Cejusc de 1º Grau conte com uma infraestrutura física de excelência, o modelo de gestão autônoma é o que garante a agilidade necessária para o processo conciliatório.

Finalizando o relato, o magistrado expressou otimismo quanto ao futuro da unidade, acreditando na sensibilidade da Corregedoria e da Administração do TRT-CE para a implementação de melhorias. Para Ronaldo Feitosa, o fortalecimento do quadro de conciliadores e servidores será um passo determinante para que o Cejusc continue cumprindo sua missão de oferecer uma justiça célere, eficiente e voltada para a pacificação social, que é a destinatária final de todo o esforço institucional.

O corregedor-geral segue programação de correição no TRT-CE até a sexta-feira (27/2). Consulte aqui o cronograma.