Desembargador Paulo Régis Machado Botelho é empossado como Conselheiro do CNJ
- Página atualizada em 19/05/2026
Em solenidade realizada na última segunda-feira (18/5), no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, o desembargador Paulo Régis Machado Botelho, integrante do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE), tomou posse como membro do Conselho. O magistrado representará a Justiça do Trabalho no órgão durante o biênio 2026/2028.
A cerimônia foi presidida pelo ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, contando com a presença de diversas autoridades do cenário jurídico. Na ocasião, também foram empossados quatro outros expoentes nomes da Justiça: ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho (TST); desembargadora federal Andréa Cunha Esmeraldo, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região; juíza do Trabalho Noemia Aparecida Porto, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região; e o juiz federal Ilan Presser, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) esteve representado na solenidade pela sua Presidente, a desembargadora Fernanda Uchôa, e pelo desembargador Antônio Teófilo Filho. O evento contou ainda com a participação dos membros do conselho da Escola Judicial (Ejud-7), representados pelas magistradas Rossana Talia Sampaio, Christianne Diogenes Ribeiro e Laura Anisia de Sousa Pinto. Também estiveram presentes o juiz Mauro Elvas, presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 7ª Região (Amatra 7), a diretora geral do TRT-CE, Neiara São Thiago Frota e a diretora executiva da Ejud-7 Flávia Regina Mendes.
A assunção de um desembargador do TRT-CE ao cargo de Conselheiro do CNJ representa um fator de extrema relevância para a Justiça do Trabalho e para a jurisdição regional. O CNJ desempenha um papel estratégico na promoção da eficiência, transparência e governança do Poder Judiciário brasileiro. Nesse sentido, a contribuição de um magistrado com a experiência e o compromisso do desembargador Paulo Régis é fundamental para fortalecer as políticas judiciárias e assegurar o respeito aos princípios constitucionais que regem a atuação do Judiciário.
Em seu pronunciamento, o novo conselheiro destacou o papel transformador do Poder Judiciário, comprometendo-se a pautar sua gestão pela eficiência processual e pelo fortalecimento institucional. Durante o ato solene, o desembargador Paulo Régis ressaltou a importância de concentrar esforços em uma prestação jurisdicional célere, qualificada e alinhada às demandas sociais contemporâneas.
Perfil e trajetória profissional do Conselheiro Paulo Régis Machado Botelho
Natural de Fortaleza (CE), o conselheiro possui uma sólida formação acadêmica, sendo graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e em Jornalismo pela Universidade de Fortaleza (Unifor). É mestre em Direito Constitucional, doutor em Direito do Trabalho e possui pós-doutorado em Direitos Humanos, Saúde e Justiça da Faculdade de Direito, pela Universidade de Coimbra (Portugal). Iniciou sua vida profissional na advocacia privada, em 1989, e na sequência, em 1991, na advocacia pública exercendo a função de procurador do Estado do Ceará. Sua carreira na magistratura trabalhista iniciou-se em 1993, assumindo a função de juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE). Posteriormente, em novo concurso, passou a integrar o TRT-CE, sendo promovido a desembargador em dezembro de 2018. Em 2007 - 2008 exerceu a função de juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça - CNJ. Atualmente, exerce a direção da Escola Judicial do TRT-CE e integra, como acadêmico fundador, a Academia Cearense de Direito do Trabalho; a Academia Cearense de Letras Jurídicas e a Academia Brasileira de Direito do Trabalho (ABDT), ocupando a cadeira nº 99.
A nomeação do desembargador Paulo Régis Botelho para o Conselho ocorre em um momento estratégico para o Judiciário Trabalhista. O cenário atual é marcado por debates essenciais sobre a modernização tecnológica, a implementação de inteligência artificial nos tribunais e a necessidade de ampliar o atendimento diante do aumento das demandas processuais.
Sob o escopo de suas novas atribuições, o conselheiro terá papel fundamental na formulação de políticas públicas voltadas ao aperfeiçoamento da gestão dos tribunais em âmbito nacional, além de atuar na fiscalização administrativa e na preservação da autonomia do Poder Judiciário.













