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Justiça do Trabalho do Ceará promove cursos sobre execução efetiva e combate a fraudes

Um homem grisalho, de terno e óculos, palestra em um auditório para uma plateia atenta. Ele segura um microfone e gesticula à frente de um telão com texto técnico em português. O ambiente tem poltronas escuras e iluminação clara de escritório, com o público visto de costas e de perfil.
Cerca de 50 pessoas assistiram aos dois dias de curso

Com o objetivo de aprimorar a recuperação de créditos trabalhistas e discutir mecanismos de combate à ocultação de patrimônio, a Escola Judicial do TRT da 7ª Região (CE) realizou, nos dias 14 e 15 de maio, dois treinamentos especializados, ministrados pelo juiz do trabalho Ben Hur Silveira Claus, do TRT-4 (RS). Os cursos ocorreram no auditório e reuniram magistrados e servidores para debater estratégias práticas que garantam o cumprimento das decisões judiciais.

Veja mais fotos aqui.

O primeiro curso, “Execução Efetiva: o que fazer, como fazer”, focou em técnicas para aumentar a efetividade da execução trabalhista. Ben Hur destacou que existem cerca de 30 técnicas jurídicas fundamentais para agilizar os processos, citando instrumentos como a tutela provisória, o julgamento antecipado parcial do mérito e a hipoteca judiciária.

Plano médio do palestrante grisalho, vestindo terno azul-marinho e gravata, falando ao microfone. Ele está posicionado atrás de um púlpito de acrílico transparente, com a mão direita levemente levantada em gesto explicativo. O fundo é composto por cortinas brancas e cadeiras de escritório pretas sob luzes de teto embutidas.
Ben Hur Claus é juiz aposentado do TRT-RS

Além das medidas processuais, o magistrado ressaltou a importância de ações imediatas sobre o patrimônio do devedor, como a remoção de bens móveis penhorados e a alienação antecipada de veículos. Segundo o palestrante, essas ferramentas são essenciais para evitar que o tempo de tramitação do processo beneficie o executado em detrimento do trabalhador.

O segundo dia de curso teve como tema “Como blindar o processo de fraude à execução”. O magistrado explicou que essa irregularidade ocorre quando o devedor aliena seus bens a ponto de se tornar insolvente, impedindo que o credor receba os valores devidos. O curso detalhou os requisitos necessários para caracterizar legalmente essa prática e as medidas de combate disponíveis.

Em close, uma mulher de cabelos cacheados e óculos fala ao microfone durante uma reunião ou palestra. Ao seu redor, outras pessoas em poltronas de auditório ouvem com expressões sérias e concentradas. O fundo apresenta uma parede com faixas horizontais em tons de marrom e cinza.
Servidores e magistrados participaram ativamente dos cursos, fazendo perguntas e compartilhando experiências

Entre as ferramentas discutidas para neutralizar as fraudes, ele destacou: a averbação premonitória da ação de conhecimento; a inclusão do nome do executado no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT); o uso do sistema Renajud para restrição de circulação de veículos, entre outros.

Um dos pontos altos do treinamento foi a discussão sobre a ausência aparente de bens. Ben Hur orientou que, nestes casos, o magistrado deve realizar uma pesquisa patrimonial eletrônica sofisticada, utilizando ferramentas digitais que cruzam dados de veículos, imóveis, ativos financeiros, aeronaves e embarcações.

"Quando não encontramos bens porque foram ocultados, temos que fazer uma pesquisa mais sofisticada para entender as relações do executado com outras pessoas físicas e jurídicas", afirmou o juiz.

Essa análise detalhada visa identificar possíveis desvios patrimoniais e blindar o processo contra manobras de má-fé. “Com a modernização dos procedimentos de execução, garante-se que as sentenças não sejam apenas decisões no papel, mas entregas reais de direitos aos cidadãos”, asseverou o especialista.