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TRT-CE apresenta ações de prevenção a acidentes de trabalho no Ceará

Uma mulher de vestido preto e colar amarelo está em pé, à direita, gesticulando em direção a uma tela de projeção que exibe o título "Objetivo do Programa Trabalho Seguro (PTS)". À esquerda, cinco jovens estão sentados em cadeiras de auditório, observando a apresentação de costas para a câmera. O ambiente é uma sala de reuniões clara, com persianas verticais e carpete cinza. Sobre uma mesa ao fundo, há várias sacolas brancas alinhadas.

Em alusão à campanha Abril Verde, o Programa Trabalho Seguro promoveu, nesta quinta-feira (23/4), uma palestra ministrada pela desembargadora Regina Gláucia Cavalcante Nepomuceno, do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE). O evento, sediado na Escola Judicial (Ejud-7), foi direcionado a alunos residentes e professores do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest-CE). 

Durante a ocasião, foram destacadas as ações do programa, com ênfase nas reuniões periódicas do Getrin-7 (Grupo de Trabalho Interinstitucional) e no projeto Cipa Escolar (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio e Violência Escolar).

“Neste mês de abril, unimo-nos à campanha Abril Verde para refletir sobre a segurança e a saúde no ambiente de trabalho. Como gestora do Programa Trabalho Seguro no TRT-CE, reafirmo que a prevenção é um valor fundamental para a proteção da vida. Para que essa cultura floresça, é essencial iniciá-la precocemente. Por isso, a Cipa Escolar desempenha um papel transformador. Ao levarmos conceitos de prevenção de acidentes nas escolas, preparamos crianças e jovens para identificar riscos, promover a empatia e combater o assédio e a violência. A implementação da Cipa Escolar não é apenas um cuidado com o ambiente de ensino hoje; é a garantia de que os trabalhadores de amanhã terão a prevenção em seu DNA ", destacou a desembargadora Regina Gláucia.

Desa. Regina Gláucia Nascimento ministrando palestra sobre ações de prevenção a acidentes no trabalho

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, Assédio e Violência Escolar (Cipa Escolar) é uma iniciativa da Justiça do Trabalho, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e o TRT-CE, que visa implementar o projeto nas escolas do estado. A finalidade do projeto é introduzir a cultura de prevenção de doenças e acidentes de trabalho no ambiente escolar, preparando os jovens para o mercado de trabalho. Essa colaboração institucional fortalece o exercício da cidadania e garante os direitos da juventude, promovendo ambientes educacionais mais seguros e saudáveis para profissionais da educação e estudantes. 

A iniciativa faz parte do Programa Trabalho Seguro, coordenado no Ceará pela desembargadora Regina Gláucia Cavalcante e pelo juiz do trabalho Raimundo Dias de Oliveira Neto. O plano apresentado na palestra prevê a expansão do projeto para as outras cinco escolas da rede Sesi Senai no Ceará. Essa etapa servirá como base para a implementação em outras instituições de ensino, tanto da rede pública quanto da privada, em todo o Ceará. 

“O Programa Trabalho Seguro e a Cipa Escolar são complementares: enquanto o primeiro atua na conscientização atual, o segundo educa para o futuro. Nosso compromisso é consolidar a segurança e o cuidado com o próximo como pilares de uma sociedade mais justa e de um mercado de trabalho mais humano”, concluiu a magistrada.

Saúde Mental
A saúde mental dos trabalhadores foi um assunto abordado durante o encontro. Na ocasião, o analista judiciário do TRT-CE, Valdélio Muniz, apresentou dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que revelam um acréscimo alarmante de 128% nos afastamentos temporários por problemas de saúde mental no Ceará entre os anos de 2021 e 2024.

O analista ressaltou a importância de identificar os riscos psicossociais para preservar a saúde mental no ambiente de trabalho. É fundamental prevenir e combater práticas que tornam o ambiente tóxico e contribuem para o adoecimento dos empregados, tais como: assédio moral, assédio sexual e eleitoral e carga de trabalho mental excessiva. 

O analista judiciário do TRT-CE, Valdélio Muniz, apresentou dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

No encerramento da exposição, Muniz enfatizou a necessidade de repensar o modelo de "empregado padrão", apontando a expectativa de disponibilidade permanente fora do expediente, incluindo finais de semana, feriados, férias e licenças. Esse cenário tem levado a um quadro de hiperconexão laboral prejudicial à saúde. “A gente trabalha para viver, não para morrer ou adoecer”, concluiu.
 
O TRT do Ceará deseja que este Abril Verde nos inspire a enxergar a escola como o berço da cidadania prevencionista. Cuidar de quem aprende é a melhor forma de proteger quem trabalha.