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Gestor do Trabalho Seguro aborda riscos psicossociais em evento na Uni7

Três palestrantes, um homem de terno e duas mulheres em trajes sociais, estão sentados em semicírculo voltados para um telão que exibe a imagem aproximada de um homem em videoconferência. O ambiente é um auditório com piso de madeira, contendo uma mesa redonda coberta com toalha branca ao centro e equipamentos audiovisuais ao fundo.
Juízes Raimundo Dias Neto e Daniela Pessoa, procurador Patrick Maia e psicóloga Lívia Romero em mesa redonda

"Precisamos valorizar mais o trabalho e o trabalhador, do mais simples ao mais qualificado". Assim o juiz do trabalho Raimundo Dias de Oliveira Neto, gestor regional do Programa Trabalho Seguro (PTS) e vinculado à 8ª Vara de Fortaleza, concluiu sua participação na noite de ontem (14/4) em mesa redonda promovida pelo Observatório das Relações Privadas do Centro Universitário 7 de Setembro (Uni7), que tratou dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Coordenado pela professora da Uni7 e juíza do trabalho Daniela Pinheiro Gomes Pessoa (titular da Vara de Limoeiro do Norte), o evento teve ainda as participações da psicóloga e professora Lívia Romero de Moura, e do procurador Patrick Maia Merísio (do Ministério Público do Trabalho de São Paulo-SP).

O juiz do trabalho Raimundo Neto é um dos gestores do Programa Trabalho Seguro e vinculado à 8ª VT de Fortaleza

Dias Neto enfatizou que o tema da mesa redonda é um convite a falar de trabalho como algo intrínseco ao ser humano e que trabalho não deve ser visto apenas como fonte de subsistência. Ele disse ser preciso que o trabalhador encontre sentido no seu trabalho e que, para isso, o trabalho deve dignificar a pessoa que o desenvolve e levá-la à realização plena, o que não ocorre quando ele é desgastante ou exige alto esforço físico e mental sem uma remuneração que a isso corresponda. “Temos sempre de lembrar que o valor social do trabalho é um dos fundamentos da República e assim está posto já no primeiro artigo da Constituição”, destacou. O magistrado frisou que os profissionais do Direito, sozinhos, não têm condições de entender o o mundo do trabalho atual. “Precisamos dialogar com outros ramos do saber como a Psicologia, a Sociologia, a Filosofia e a Economia”, defendeu Dias Neto.

Lívia Romero afirmou que o enfrentamento dos riscos psicossociais no ambiente laboral requer transformar o próprio trabalho e que a lógica do desempenho e da produtividade pela métrica atravessa todas as esferas da vivência humana. “Somos pressionados por padrões de excelência e exigidos a manter uma disposição permanente”, observou. Ela acrescentou que o risco psicossocial não é como um barulho excessivo capaz de ser verificado por um decibelímetro. “Os outros riscos são mais fáceis de se mensurar”, comparou. A psicóloga também destacou que medidas padronizadas pela lógica de especialistas e sem a participação dos próprios trabalhadores não resolvem realidades distintas. “A norma sozinha não resolve tudo. É preciso uma escuta qualificada”, disse.

Patrick Maia observou que o organismo humano tem o equilíbrio como uma de suas características, de modo que ele oferece resposta ao que recebe do meio onde está inserido. Partindo desta ideia, frisou que questões relacionadas às jornadas dizem respeito ao meio o mundo do trabalho atual. “Precisamos dialogar com outros ramos do saber como a Psicologia, a Sociologia, a Filosofia e a Economia”, defendeu Dias Neto.

Uma plateia diversificada, composta por jovens e adultos sentados em poltronas de auditório pretas, assiste atentamente a um evento. No primeiro plano, um homem de camisa quadriculada e óculos faz anotações com uma caneta azul, ladeado por uma jovem de blusa azul cobalto. Ao fundo, as filas de assentos estão repletas de pessoas, algumas prestando atenção, outras olhando para os lados, sob a iluminação de luminárias fluorescentes no teto.
A mesa redonda foi promovida pelo Observatório das Relações Privadas do Centro Universitário 7 de Setembro (Uni7)

Lívia Romero afirmou que o enfrentamento dos riscos psicossociais no ambiente laboral requer transformar o próprio trabalho e que a lógica do desempenho e da produtividade pela métrica atravessa todas as esferas da vivência humana. “Somos pressionados por padrões de excelência e exigidos a manter uma disposição permanente”, observou. Ela acrescentou que o risco psicossocial não é como um barulho excessivo capaz de ser verificado por um decibelímetro. “Os outros riscos são mais fáceis de se mensurar”, comparou. A psicóloga também destacou que medidas padronizadas pela lógica de especialistas e sem a participação dos próprios trabalhadores não resolvem realidades distintas. “A norma sozinha não resolve tudo. É preciso uma escuta qualificada”, disse.

Patrick Maia observou que o organismo humano tem o equilíbrio como uma de suas características, de modo que ele oferece resposta ao que recebe do meio onde está inserido. Partindo desta ideia, frisou que questões relacionadas às jornadas dizem respeito ao meio de ambiente de trabalho e afetam inclusive o metabolismo do trabalhador. Ele disse que a saúde mental remete à chamada ergonomia cognitiva ou comportamental e que é preciso entender que o trabalho deve se adaptar ao homem e não o inverso.