Fortaleza celebra 300 Anos: Avançando com Trabalho e Dignidade
- Página atualizada em 10/04/2026
Neste 13 de abril, o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE) se une ao lado dos cidadãos de Fortaleza para comemorar os 300 anos da fundação da capital do Ceará.
Mais do que uma simples celebração, este marco histórico é uma oportunidade para refletirmos sobre a trajetória de uma cidade que teve início sob a proteção do forte de Nossa Senhora da Assunção e que se desenvolveu graças à dedicação e ao esforço incansável de seu povo.
Integrando a história do Ceará desde 1941, o TRT-CE — cujo prédio em Fortaleza é um importante marco arquitetônico — tem sido fundamental para garantir relações de trabalho justas. A instituição contribui ativamente para que o desenvolvimento da cidade respeite a igualdade e a justiça social.
A trajetória dos 300 anos de Fortaleza é escrita pelas mãos de quem trabalha. Em cada bairro, o suor de homens e mulheres consolida a identidade da “Loira Desposada do Sol”, tornando esta celebração um reconhecimento ao valor de cada cidadão.
Que os próximos séculos sejam marcados por avanços contínuos, com a Justiça do Trabalho sempre atuante na promoção da resolução de conflitos e da harmonia social.
Parabéns, Fortaleza!
Três séculos de história escrita com trabalho, moldada pela cultura e impulsionada pela esperança de uma justiça social plena para todos os fortalezenses.
Neste dia, o TRT-CE celebra ilustres fortalezenses que deixaram um legado na história do Ceará e do Brasil.
Conheça os personagens em destaque:
José de Alencar (1829 - 1877)
José Martiniano de Alencar (1829 - 1877), conhecido como José de Alencar, era escritor, advogado e político. Na capital, o Theatro José de Alencar carrega seu nome como homenagem a um dos maiores romancistas do Brasil.
Nascido em Messejana, José de Alencar era neto do comerciante português José Gonçalves dos Santos e de D. Bárbara de Alencar, matrona pernambucana que se consagraria heroína da revolução de 1817. Suas obras retratam o regionalismo, descrevendo paisagens e costumes brasileiros, além de buscar trazer as raízes culturais nativas em seus livros, como O Guarani, Iracema e Ubirajara.
Thomaz Pompeu De Sousa Brasil (1908-1929)
Natural de Fortaleza, Thomaz Pompeu de Sousa Brasil foi uma figura multifacetada na história cearense, atuando como político, jornalista, jurista e economista.
Entre suas principais contribuições ao estado, destaca-se como fundador da Academia Cearense de Letras (ACL), sendo hoje o patrono da cadeira de número 35, e durante sua carreira, foi presidente do Instituto do Ceará.
Quintino Cunha (1855 - 1943)
Quintino Cunha (1855 - 1943) foi um dos responsáveis por articular a campanha mais irreverente da política cearense - aquela que elegeu o bode Ioiô como vereador em Fortaleza - e empresta seu nome, há mais de meio século, a um dos bairros de Fortaleza, no qual marca o limite entre a capital e Caucaia.
Nascido em Itapajé, Quintino Cunha foi poeta, advogado e humorista nato, com uma sagacidade que marcou desde páginas literárias até os tribunais.
Rachel de Queiroz (1910 - 2003)
Rachel de Queiroz (1910–2003) foi uma das vozes mais potentes e singulares da literatura brasileira. Natural de Fortaleza, ela não apenas quebrou barreiras de gênero, mas também redefiniu o regionalismo na nossa literatura.
A escritora saltou para o cenário literário nacional aos 19 anos com a publicação de seu romance de estréia, O Quinze (1930). A obra, que retrata a terrível seca de 1915, chocou e encantou a crítica pela maturidade da escrita e pelo realismo social, consolidando-a imediatamente como um dos grandes nomes da Geração de 30 (Modernismo).
Eternizada na literatura cearense, a escritora também é homenageada na cidade, emprestando seu nome a Praça Rachel de Queiroz, no bairro Presidente Kennedy.













