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Fortaleza celebra 300 Anos: Avançando com Trabalho e Dignidade

A imagem celebra os 300 anos de Fortaleza, comemorados em 13 de abril. Em destaque, vê-se o Espigão da João Cordeiro avançando sobre o mar esverdeado, sob um céu claro com grandes números "300" translúcidos ao fundo. À esquerda, prédios da orla compõem o horizonte urbano, enquanto à direita há um texto poético sobre o encanto e a cultura da cidade. Na base, constam os logotipos do TRT-7ª Região e a data festiva.

Neste 13 de abril, o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE) se une ao lado dos cidadãos de Fortaleza para comemorar os 300 anos da fundação da capital do Ceará. 

Mais do que uma simples celebração, este marco histórico é uma oportunidade para refletirmos sobre a trajetória de uma cidade que teve início sob a proteção do forte de Nossa Senhora da Assunção e que se desenvolveu graças à dedicação e ao esforço incansável de seu povo.

Integrando a história do Ceará desde 1941, o TRT-CE — cujo prédio em Fortaleza é um importante marco arquitetônico — tem sido fundamental para garantir relações de trabalho justas. A instituição contribui ativamente para que o desenvolvimento da cidade respeite a igualdade e a justiça social.

A trajetória dos 300 anos de Fortaleza é escrita pelas mãos de quem trabalha. Em cada bairro, o suor de homens e mulheres consolida a identidade da “Loira Desposada do Sol”, tornando esta celebração um reconhecimento ao valor de cada cidadão.

Que os próximos séculos sejam marcados por avanços contínuos, com a Justiça do Trabalho sempre atuante na promoção da resolução de conflitos e da harmonia social.

Parabéns, Fortaleza! 
Três séculos de história escrita com trabalho, moldada pela cultura e impulsionada pela esperança de uma justiça social plena para todos os fortalezenses.

Neste dia, o TRT-CE celebra ilustres fortalezenses que deixaram um legado na história do Ceará e do Brasil.

Conheça os personagens em destaque: 

José de Alencar (1829 - 1877)

José Martiniano de Alencar (1829 - 1877), conhecido como José de Alencar, era escritor, advogado e político. Na capital, o Theatro José de Alencar carrega seu nome como homenagem a um dos maiores romancistas do Brasil.

Nascido em Messejana, José de Alencar era neto do comerciante português José Gonçalves dos Santos e de D. Bárbara de Alencar, matrona pernambucana que se consagraria heroína da revolução de 1817. Suas obras retratam o regionalismo, descrevendo paisagens e costumes brasileiros, além de buscar trazer as raízes culturais nativas em seus livros, como O Guarani, Iracema e Ubirajara.

Thomaz Pompeu De Sousa Brasil (1908-1929)

Natural de Fortaleza, Thomaz Pompeu de Sousa Brasil foi uma figura multifacetada na história cearense, atuando como político, jornalista, jurista e economista. 

Entre suas principais contribuições ao estado, destaca-se como fundador da Academia Cearense de Letras (ACL), sendo hoje o patrono da cadeira de número 35, e durante sua carreira, foi presidente do Instituto do Ceará.

Quintino Cunha (1855 - 1943)

Quintino Cunha (1855 - 1943) foi um dos responsáveis por articular a campanha mais irreverente da política cearense - aquela que elegeu o bode Ioiô como vereador em Fortaleza - e empresta seu nome, há mais de meio século, a um dos bairros de Fortaleza, no qual marca o limite entre a capital e Caucaia.

Nascido em Itapajé, Quintino Cunha foi poeta, advogado e humorista nato, com uma sagacidade que marcou desde páginas literárias até os tribunais.

Rachel de Queiroz (1910 - 2003)

Rachel de Queiroz (1910–2003) foi uma das vozes mais potentes e singulares da literatura brasileira. Natural de Fortaleza, ela não apenas quebrou barreiras de gênero, mas também redefiniu o regionalismo na nossa literatura.

A escritora saltou para o cenário literário nacional aos 19 anos com a publicação de seu romance de estréia, O Quinze (1930). A obra, que retrata a terrível seca de 1915, chocou e encantou a crítica pela maturidade da escrita e pelo realismo social, consolidando-a imediatamente como um dos grandes nomes da Geração de 30 (Modernismo). 

Eternizada na literatura cearense, a escritora também é homenageada na cidade, emprestando seu nome a Praça Rachel de Queiroz, no bairro Presidente Kennedy.