TRT do Ceará participa do II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa
- Página atualizada em 23/03/2026
A desembargadora Regina Gláucia Cavalcante Nepomuceno, gestora regional do Programa Trabalho Seguro, representou o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) no II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa. O evento teve início na quarta-feira passada (18/3) e finalizou a programação na sexta-feira (20/3), em Salvador.
A indicação da magistrada foi formalizada pela presidente do TRT-7, desembargadora Fernanda Uchôa. O objetivo da participação institucional é promover a troca de experiências e boas práticas, destacando a contribuição feminina para uma Justiça mais humanizada e inclusiva.
A abertura no Fórum Ruy Barbosa foi conduzida pelo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Edivaldo Rotondano. O magistrado destacou o protagonismo feminino na cultura de paz. O encontro contou com a apresentação cultural do Afoxé Filhas de Gandhy e com o lançamento da sétima edição da Revista Consenso.
Durante a semana, o evento promoveu debates sobre liderança feminina e reflexões sobre desigualdades estruturais no sistema de justiça. A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Marluce Caldas, classificou a iniciativa como um momento histórico para a transformação do Judiciário.
Na sexta-feira (20/3), a plenária final contou com a leitura da "Carta das Mulheres da Justiça Restaurativa". Também houve o lançamento de obra sobre a história da prática na Bahia, de autoria da desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus, presidente do Comitê Gestor do NJR2G-TJBA.
"A Justiça Restaurativa e o Programa Trabalho Seguro convergem no cuidado com o ser humano. Participar deste encontro nacional é uma oportunidade ímpar de fortalecer redes femininas que buscam transformar o Judiciário em um espaço de acolhimento, diálogo e construção de uma cultura de paz duradoura", destacou a desembargadora Regina Gláucia Cavalcante Nepomuceno.
Entenda o que é a Justiça Restaurativa
De acordo com a página do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Justiça Restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violências. Mais do que uma técnica de resolução de conflitos, constitui uma abordagem que promove espaços de escuta, de responsabilização ativa e de fortalecimento das relações humanas e institucionais.
No âmbito do Poder Judiciário, apresenta-se como uma possibilidade concreta de transformação das relações e das instituições, promovendo uma cultura de responsabilização, diálogo e reconstrução de vínculos.
Fotos: arquivo pessoal e TJ-BA
Assista ao evento no vídeo abaixo:













