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Encontro no TRT-7 (CE) debate o protagonismo feminino e a luta por igualdade

Fotografia de um auditório onde seis mulheres compõem uma mesa de debate sobre um palco. Ao fundo, um painel exibe fotos das palestrantes e o título "4º Colóquio: O Poder das Mulheres e as Mulheres no Poder". À frente, o público é visto de costas, observando a palestrante central que fala ao microfone. A cena é bem iluminada, transmitindo um ambiente formal e institucional de diálogo.
O colóquio ocorreu no auditório da Escola Judicial

O Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) sediou, nesta quarta-feira (18/3), o 4º Colóquio "O Poder das Mulheres e as Mulheres no Poder". Organizado pela Escola Judicial, o evento reuniu, no auditório do órgão, magistrados(as), servidores(as), estagiários(as) e o público em geral para discutir a ampliação dos espaços de liderança feminina e os desafios estruturais enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho e nos três poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo). Cinco mulheres apresentaram suas histórias de vida, traçando paralelos entre âmbitos pessoais e profissionais.

Veja mais fotos aqui.

Plano médio de uma mulher de cabelos castanhos ondulados, vestindo um casaco texturizado em tons de azul e branco, falando ao microfone durante o evento. Ela segura o microfone com a mão direita e tem uma expressão séria e compenetrada. Ao fundo, de forma desfocada, aparece parte do painel ilustrativo com o rosto de outra mulher e uma poltrona bege. A iluminação é direta, destacando os detalhes do rosto da palestrante.
Presidente do TRT-7, desembargadora Fernanda Uchôa abriu o evento

Em sua fala de abertura, a presidente do TRT-7, desembargadora Fernanda Uchôa, ressaltou que o evento é de suma importância para todas as mulheres, tanto as que compõem o quadro do Tribunal quanto o público em geral. A magistrada enfatizou que as gestões mais recentes do órgão têm concedido um "protagonismo todo especial" aos direitos da mulher em todos os ramos de atuação jurídica, elevando o patamar das discussões institucionais sobre o tema. “A iniciativa reafirma o compromisso do Tribunal com a pauta de gênero, consolidando o Colóquio como um espaço estratégico de debate sobre o assunto”, declarou.

Fotografia em plano aberto de um auditório durante uma palestra. À esquerda, um homem de terno cinza e gravata vermelha fala ao microfone, de frente para a plateia. O público, composto majoritariamente por mulheres e homens em trajes formais, ocupa fileiras de poltronas escuras e acompanha a fala com atenção. O ambiente possui iluminação de teto e um refletor profissional ao fundo, reforçando o caráter institucional do evento.
Desembargador Paulo Régis fala ao público do evento

O diretor da Escola Judicial, desembargador Paulo Régis Machado Botelho, explicou que esta quarta edição foi projetada para reunir nomes femininos de alta representatividade que pudessem inspirar outras trajetórias. As convidadas foram a juíza do trabalho Suyane Belchior, a juíza estadual Bruna Rodrigues, a secretária municipal de saúde Riane Azevedo, a deputada estadual Larissa Gaspar e Dora Andrade, diretora da Escola de Desenvolvimento e Integração Social para Criança e Adolescente (Edisca).

Plano médio de uma mulher de cabelos presos, vestindo camisa branca com estampas florais sutis e calça branca, sentada em uma poltrona bege. Ela segura um microfone preto e fala com expressão atenta. Ao fundo, vê-se uma parede com revestimento acústico em tons de cinza e marrom. A iluminação é clara, focada na palestrante, que usa brincos grandes de pérolas e sandálias douradas.
Dora Andrade é a fundadora e diretora da Escola de Desenvolvimento e Integração Social para Criança e Adolescente (Edisca)

De acordo com o desembargador, o evento ocorre em um momento simbólico, unindo as celebrações de março pelo Mês da Mulher a uma agenda prática de reivindicações. Segundo ele, “o colóquio é uma luta por igualdade, para acabar com a chaga do feminicídio e para que a mulher tenha os mesmos direitos e os mesmos salários".

Trajetórias de empoderamento

Plano médio de uma mulher loira e sorridente, sentada em uma poltrona bege, falando ao microfone. Ela veste um blazer branco com listras finas e calça escura, destacando-se pelas unhas pintadas de vermelho. Ao fundo, um painel amarelo exibe fotos de outras mulheres, e à esquerda há uma mesa de vidro com flores e um copo d'água. No canto inferior direito, um celular desfocado registra a cena.
Larissa Gaspar é deputada estadual e primeira mulher a ocupar o cargo de 2ª vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

As painelistas trouxeram relatos de diferentes esferas do poder, convergindo para a necessidade de humanização e ocupação de espaços. A juíza do trabalho Suyane Belchior, titular da 14ª Vara do Trabalho de Fortaleza, destacou que o evento é uma oportunidade de celebrar conquistas e refletir sobre os caminhos para o futuro. Para ela, é essencial que as mulheres assumam "cada vez mais o seu lugar de fala e o seu protagonismo", contribuindo com uma visão feminina que enriquece a prestação jurisdicional e a sociedade.

Suyane Belchior é juíza titular da 14ª VT de Fortaleza e integrante da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TRT-7

No âmbito da justiça estadual, a juíza Bruna Rodrigues reforçou esse sentimento, afirmando que ocupar cargos de liderança permite um olhar diferenciado sobre as vulnerabilidades sociais. Bruna celebrou o momento de integração, pontuando que o diálogo entre diferentes ramos do direito fortalece a luta pela equidade. Sobre seu papel como magistrada, ela foi assertiva: "Somos agentes de transformação social, e não apenas aplicadores de lei", declarou.

A representatividade política e institucional também foi pilar do debate. A deputada Larissa Gaspar ressaltou a importância de levar a perspectiva das mulheres para os espaços de decisão, especialmente na elaboração de leis e políticas públicas. Ela enfatizou que a presença feminina é fundamental para combater as desigualdades de gênero e garantir que as necessidades das mulheres sejam priorizadas na agenda política.

Plano médio de uma mulher de óculos e cabelos castanhos, vestindo um blazer bege com inscrições em caligrafia e calça marrom, falando ao microfone. Ela está sentada em uma poltrona clara, com uma postura firme e expressiva. Em primeiro plano, uma mesa de vidro com um arranjo de flores rosas e brancas; ao fundo, parte de um painel com elementos em rosa e amarelo.
Riane Azevedo é secretária municipal de Saúde de Fortaleza

Complementando essa visão, a médica Riane Azevedo, secretária de saúde de Fortaleza, compartilhou os desafios da gestão pública, destacando que a liderança feminina se destaca pela "sensibilidade e capacidade de articulação", qualidades que considerou vitais para o fortalecimento do serviço público e para a promoção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Close-up de uma mulher negra com cabelos longos e luzes loiras, usando óculos de armação tartaruga e blazer preto com risca-de-giz. Ela fala ao microfone enquanto gesticula com a mão esquerda, exibindo unhas pintadas de rosa. Ao fundo, detalhes em amarelo e rosa do painel do evento e, parcialmente à direita, outra palestrante. A imagem capta um momento de fala ativa e engajada.
Bruna Rodrigues, juíza estadual, indicada pelo Senado Federal para receber o Diploma Bertha Lutz

Já Dora Andrade, fundadora da Edisca, salientou o impacto social por meio do acolhimento da educação. Dora trouxe uma fala emocionante sobre a importância das mulheres utilizarem seu poder para transformar realidades e gerar impacto positivo em comunidades vulneráveis. Segundo ela, “participar de um encontro como este é um reconhecimento de que o poder deve ser uma ferramenta de serviço à vida e à dignidade humana”.

Plano médio de uma mulher de cabelos castanhos cacheados e óculos, vestindo um conjunto na cor terracota com detalhes em renda nas mangas. Sentada em uma poltrona bege, ela sorri enquanto fala ao microfone, segurando papéis de apoio no colo. Ao fundo, destaca-se uma imagem ampliada de um rosto feminino em um painel vermelho, e à direita, uma mesa de vidro com um copo d'água.
A jornalista Jamille Ipiranga foi a mediadora do Colóquio

A participação das convidadas foi mediada pela jornalista Jamille Ipiranga. A servidora da Comunicação Social do TRT-7 complementou cada fala pontuando a diversidade de experiências das convidadas. “Independentemente da área de atuação, a união feminina é o motor para derrubar barreiras estruturais que ainda limitam o pleno exercício de seus direitos e capacidades”, acrescentou.

Participação do público

O encontro encerrou-se com uma interação com o público, que participou enviando perguntas para as palestrantes para tirar dúvidas específicas. Ao final do evento, a advogada Hilda Massler, representando a OAB-CE, enfatizou que o Colóquio é uma oportunidade vital para "dar voz às mulheres", permitindo que elas compartilhem suas trajetórias de superação e os desafios enfrentados no exercício da profissão. “A união de mulheres de diferentes áreas, como a magistratura e a advocacia, é o que fortalece a construção de uma rede de apoio mútua. Eventos desse porte são fundamentais para inspirar novas gerações a não desistirem de seus espaços, reforçando que o protagonismo feminino não é apenas uma meta institucional, mas um direito a ser exercido em todas as instâncias da sociedade”, concluiu.