Fevereiro Roxo: TRT-CE promove conscientização sobre Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia
- Página atualizada em 19/02/2026
O Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, por meio de sua Secretaria de Saúde, adere à campanha Fevereiro Roxo. Com o lema "Se não houver cura, que haja conforto", a iniciativa busca conscientizar a sociedade sobre três condições crônicas que, embora distintas, compartilham o desafio do diagnóstico precoce: o Lúpus, o Alzheimer e a Fibromialgia.
1. Lúpus (Lúpus Eritematoso Sistêmico - LES)
O Lúpus é uma doença autoimune complexa que pode afetar diversos órgãos e sistemas.
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Dados Epidemiológicos: Estima-se que existam cerca de 65 mil pessoas com Lúpus no Brasil, sendo a maioria mulheres. A doença é mais comum em mulheres em idade fértil (entre 15 e 45 anos), na proporção de nove mulheres para cada homem.
Os sintomas podem surgir de repente ou se desenvolver lentamente, sendo conhecidos por alternar períodos de crise e remissão.
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Sinais cutâneos: Manchas avermelhadas no rosto (em formato de borboleta sobre o nariz e bochechas) e lesões que pioram com a exposição ao sol.
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Dores articulares: Dor, rigidez e inchaço nas articulações, especialmente nas mãos e punhos.
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Fadiga extrema: Um cansaço profundo que não melhora com o repouso.
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Sintomas sistêmicos: Febre baixa persistente, queda de cabelo, feridas na boca e, em casos mais graves, inchaço nas pernas (indicando comprometimento renal) ou dor ao respirar.
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Diagnóstico: Não existe um exame único que confirme o Lúpus. O diagnóstico é feito pelo médico reumatologista com base no conjunto de sintomas clínicos e exames laboratoriais, como o FAN (Fator Antinuclear), hemograma e exames de urina.
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Tratamento: O objetivo é controlar a inflamação e reduzir os sintomas. São utilizados corticosteroides, imunossupressores e antimaláricos (como a hidroxicloroquina). Além disso, é essencial o uso rigoroso de protetor solar, pois a radiação UV pode ativar a doença.
2. Fibromialgia
Uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura.
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Dados Epidemiológicos: Afeta cerca de 2,5% a 3% da população brasileira, sendo também mais prevalente em mulheres (geralmente entre 30 e 50 anos). É uma das causas frequentes de afastamento laboral devido à dor crônica e à fadiga.
A principal característica é a dor generalizada, mas ela raramente vem sozinha.
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Dor crônica: Sensação de que "tudo dói", afetando músculos e tendões por mais de três meses.
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Distúrbios do sono: Acordar cansado, mesmo após dormir várias horas (sono não reparador).
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"Fibrofog" (Névoa mental): Dificuldade de concentração, perda de memória de curto prazo e lentidão para processar informações (muito comum no ambiente de trabalho).
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Alterações de humor: Fortemente associada a quadros de ansiedade e depressão devido ao fardo da dor persistente.
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Sintomas secundários: Formigamento nas mãos e pés, dores de cabeça frequentes e síndrome do cólon irritável.
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Diagnóstico: O diagnóstico é eminentemente clínico (baseado na história do paciente e no exame físico). O médico avalia a presença de dor generalizada por mais de três meses e a sensibilidade em pontos específicos do corpo. Não há alterações em exames de sangue ou imagem que confirmem a fibromialgia, mas eles são usados para excluir outras doenças.
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Tratamento: Combina medicamentos (analgésicos, moduladores de dor e antidepressivos que auxiliam no sono) com terapias não medicamentosas. O exercício físico aeróbico é considerado o "padrão-ouro" para o controle da dor, aliado à psicoterapia e higiene do sono.
3. Doença de Alzheimer
Uma condição neurodegenerativa que é a causa mais comum de demência em idosos.
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Dados Epidemiológicos: No Brasil, estima-se que cerca de 1,2 a 1,5 milhão de pessoas vivam com alguma forma de demência, sendo o Alzheimer responsável pela maioria dos casos. Com o envelhecimento da população, a previsão é que esse número triplique até 2050.
É importante diferenciar o esquecimento benigno (esquecer onde deixou a chave) de sinais de alerta da doença.
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Perda de memória recente: Esquecer conversas, eventos ou datas importantes que acabaram de acontecer.
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Desorientação: Perder-se em caminhos conhecidos ou confundir o dia da semana e a passagem do tempo.
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Dificuldade com tarefas complexas: Dificuldade em planejar ou resolver problemas que antes eram simples (como gerir contas ou seguir uma receita).
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Alterações de comportamento: Irritabilidade, apatia, isolamento social ou mudanças repentinas de personalidade.
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Problemas de linguagem: Dificuldade em encontrar palavras para completar frases ou chamar objetos por nomes errados.
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Diagnóstico: É baseado na avaliação clínica, testes cognitivos (memória, linguagem e atenção) e exames de imagem (como Ressonância Magnética ou Tomografia) para observar o volume cerebral e excluir outras causas de perda de memória.
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Tratamento: Ainda não possui cura, mas o tratamento medicamentoso (como os inibidores da colinesterase) visa retardar a progressão dos sintomas e melhorar a função cognitiva. O tratamento inclui estimulação mental, atividades sociais e suporte aos cuidadores e familiares.













