Desembargadores do TRT-CE concluem 1º Ciclo de Estudos Temáticos
- Página atualizada em 20/01/2026
Nesta terça-feira (20/1), o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE) encerrou o 1º Ciclo de Estudos Temáticos do Segundo Grau de Jurisdição. No segundo dia de atividades, os magistrados finalizaram as discussões relativas à fase de conhecimento e avançaram para o debate de temas críticos da fase de execução. Os trabalhos foram conduzidos pelo diretor da Escola Judicial (Ejud-7), desembargador Paulo Régis Machado Botelho, na Sala de Sessões do Tribunal Pleno, contando com a presença da presidente da Corte, desembargadora Fernanda Uchôa.
O vice-presidente do Tribunal e integrante da Comissão de Jurisprudência, desembargador Francisco José Gomes da Silva, enfatizou que o encontro fortalece a coesão institucional. Para ele, o maior ganho será a adoção de uma postura prática em que magistrados, mesmo com convicções pessoais distintas, priorizem a colegialidade para oferecer respostas mais rápidas ao jurisdicionado. Segundo o vice-presidente, "ele [o desembargador] irá acompanhar o voto da maioria, ressalvando o seu entendimento pessoal; eu acho que isso é a grande vitória que nós teremos nesse encontro".
Já o desembargador Francisco Tarcísio Guedes Lima Verde Júnior ressaltou o impacto direto da iniciativa na gestão dos gabinetes e na celeridade processual. Ele pontuou que a uniformização de entendimentos, antes mesmo da fixação de precedentes por instâncias superiores, é essencial para evitar o retrabalho decorrente de votos vencidos e divergências constantes. “Que nós, na medida do possível, na medida do entendimento, possamos estabelecer entendimentos que são majoritários e que possam ser seguidos pelos colegas". O objetivo, segundo o desembargador, é aliviar a sobrecarga de processos que chegam anualmente à Corte.
A coordenadora da Divisão de Gestão de Precedentes, servidora Larissa Calheiros, explicou que o evento cumpre uma diretriz do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que intensificou a política de teses vinculantes nos últimos anos. Ela destacou que o ciclo foi fundamental para mapear as divergências existentes entre as turmas e as sessões especializadas, permitindo um posicionamento global do Regional. “A ideia é mapear as divergências, para que haja o conhecimento de todos os temas que estão tramitando no tribunal no momento, atendendo à necessidade de uma jurisprudência estável e íntegra”.













