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TRT do Ceará: Literatura de cordel em debate sobre igualdade de gênero

Uma sala de aula clara, com cerca de 20 pessoas sentadas em cadeiras dispostas em semicírculo. No centro, uma mulher de vestido vermelho fala enquanto outra mulher de blusa rosa claro e calça branca escuta. Ao fundo, uma tela projeta uma imagem com texto.
Roda de conversa no TRT-7 debate igualdade feminina e combate à violência contra a mulher

A Escola Judicial (Ejud7) do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE), em parceria com o Subcomitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina e de Igualdade de Gênero, promoveu no dia 26 de agosto uma palestra e roda de conversa sobre igualdade feminina e o enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade, que ocorreu em formato híbrido, foi conduzida pela cordelista Julie Ane Oliveira Silva.

Veja mais fotos aqui.

O evento, voltado para magistrados(as) e servidores(as), integrou a programação em celebração ao Dia Internacional da Igualdade Feminina. A proposta foi promover uma reflexão profunda sobre os desafios da igualdade de gênero, utilizando a literatura de cordel como ferramenta de diálogo. Segundo a cordelista Julie Oliveira, a arte popular é capaz de condensar a “memória coletiva de um povo e ser um meio de denúncia e de esperança”.

Duas mulheres sorriem para a câmera. A da esquerda, com cabelo cacheado e vestido florido vermelho, segura uma pilha de livros de capa roxa. A da direita, de blazer lilás e calça branca, aponta para os livros. Ao fundo, uma projeção mostra um rosto feminino e uma citação
A cordelista Julie Oliveira recebe obra elaborada pelo corpo funcional do TRT-CE, entregue por Rejane Albuquerque

A coordenadora da biblioteca do TRT-CE, Rejane Albuquerque, pontuou que o objetivo da equidade não é fazer com que as mulheres sejam melhores que os homens, mas sim que possam “caminhar lado a lado em uma sociedade justa, que tenha seus direitos garantidos”. A assessora de governança do Tribunal lembrou que, no passado, a participação feminina na literatura era bastante restrita e que o avanço nos direitos das mulheres é um processo contínuo e importante.

Três pessoas sentadas em cadeiras, da esquerda para a direita: uma mulher de cabelo escuro comprido e vestido preto, um homem barbudo de camisa florida e calça cáqui, e um homem de camisa social rosa claro e calça azul escura, gesticulando enquanto fala.
O juiz do trabalho Rafael Xerez (à dir.) é juiz auxiliar da Presidência e membro do Comitê Gestor Regional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade do TRT-CE

O debate também contou com a valiosa participação de servidores e magistrado. O juiz do trabalho Rafael Xerez, por exemplo, ressaltou que a busca pela igualdade exige uma mudança de postura por parte dos homens, que muitas vezes se limitam em suas funções e transferem responsabilidades para as mulheres. A título de exemplificação, o magistrado destacou a importância da participação dos pais na educação dos filhos, citando o machismo presente no ato de "rotular" a tarefa de ir a reuniões escolares como algo exclusivo das mães.

Uma mulher de cabelo escuro cacheado, óculos e vestido estampado vermelho senta em uma poltrona escura. Ela sorri enquanto segura um caderno fechado. Atrás dela, uma tela projeta uma imagem com sua foto e uma citação
Julie é cordelista, editora, palestrante, pedagoga e produtora cultural

Para dar início à sua palestra, Julie declamou o seguinte cordel:

"O meu nome é Julie Oliveira

Eu sou poeta e cordelista menina

Há em mim múltiplas cores

Eu aprendo no dia-a-dia, eu já venci algumas dores

Eu sou brisa e eu sou furacão, isso eu afirmo senhores

 De luta e de alegria é feita a minha jornada

Lutando por equidade, eu sigo bem acompanhada

Os nossos versos representam artilharia pesada

Eu sou do cordel de mulher, uma nova geração

Que com verso e competência, rima, métrica e oração 

conquistamos nosso espaço e seguimos em união

Eu escrevo, eu escrevo pra inspirar e pra exaltar a mulher

Pra lembrar que nós podemos ser quem a gente quiser

Que a nossa força é imensa para o que der e vier

Eu acredito nas palavras e no poder da união 

Eu carrego em mim a beleza e a força do sertão

Eu sou uma mulher que escreve

Que com uma caneta se atreve a fazer uma revolução."

Um grupo de dezesseis pessoas, entre homens e mulheres de diversas idades, posa lado a lado em uma sala de aula. Quatro delas seguram livros roxos. Ao fundo, uma tela exibe uma citação e a imagem de uma mulher.
Participantes do evento no TRT-7

Ao final do evento, a cordelista, que se autodenomina "uma mulher que escreve e com uma caneta se atreve a fazer uma revolução", disponibilizou algumas de suas obras para venda, inspirando os participantes a se aprofundarem na temática e em seu trabalho.