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Dia Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – um grito contra a escravidão doméstica

O dia 30 de julho marca o Dia Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, uma data crucial para lançar luz sobre crimes que aprisionam milhares de indivíduos em condições desumanas. A escolha dessa data não é aleatória; ela coincide com o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando o compromisso global e nacional com a causa. No Brasil, o foco se intensifica em diversas formas desse crime, incluindo o cruel e invisível trabalho escravo doméstico.

"Conhecer, denunciar e apoiar as vítimas são passos fundamentais para construir uma sociedade mais justa e livre”, ressalta o des. Francisco José Gomes da Silva

A data é lembrada pela gestão regional do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante do TRT-CE. “O tráfico de pessoas, em suas múltiplas facetas, explora vulnerabilidades e viola direitos fundamentais, transformando vidas em mercadorias", alerta um dos gestores regionais do Programa, desembargador Francisco José Gomes da Silva. Segundo o magistrado, a escravidão moderna, disfarçada muitas vezes em promessas de melhores condições de vida ou em laços de aparente dependência, atinge principalmente mulheres e meninas, frequentemente confinadas a lares para o trabalho doméstico em condições análogas à escravidão.

Embora a notificação e a identificação de casos de trabalho escravo doméstico sejam desafiadoras devido à sua natureza velada, os números existentes já são alarmantes. Segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), em 2024, foram resgatadas centenas de vítimas de trabalho análogo à escravidão no Brasil, com um número significativo de casos relacionados ao ambiente doméstico.

O Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil, uma iniciativa do MPT e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), registra milhares de resgates ao longo dos anos, com um percentual considerável envolvendo atividades domésticas. A subnotificação é uma barreira enorme, pois a invisibilidade dessas vítimas, muitas vezes isoladas e sem acesso a informações ou canais de denúncia, dificulta a ação das autoridades.

Fontet

A discussão e o aprofundamento do combate a esses crimes ocorrem em diversos espaços, reunindo especialistas, autoridades e a sociedade civil. Um exemplo, é o Encontro Nacional do Fórum Nacional do Poder Judiciário para Monitoramento e Efetividade das Demandas Relacionadas à Exploração do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas (Fontet). A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça será realizada nos dias 29 e 30 de julho, na Universidade Ceuma, em São Luís, no Maranhão, com a participação da gestão regional do Programa, des. Francisco José Gomes da Silva e o juiz do trabalho Vladimir Paes de Castro.

Cor azul

Em demonstração de compromisso com a causa, diversos edifícios públicos e monumentos pelo país são iluminados na cor azul no dia 30 de julho. O Tribunal Regional do Trabalho do Ceará aderiu à iniciativa. A cor azul, neste contexto, simboliza as lágrimas e o sofrimento das vítimas do tráfico de pessoas, servindo como um lembrete visual e potente da urgência de agir. É uma forma de solidariedade e de conscientização, transformando os espaços urbanos em símbolos de esperança e resistência contra a barbárie.

“A luta contra o tráfico de pessoas e o trabalho escravo doméstico é contínua e exige a participação de todos. Conhecer, denunciar e apoiar as vítimas são passos fundamentais para construir uma sociedade mais justa e livre”, ressalta o desembargador Francisco José Gomes da Silva.

 

Odenes Uchôa CCS/TRT-CE