TRT-CE celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
- Página atualizada em 25/07/2025
Neste 25 de julho, o Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE) celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, uma data que marca a luta histórica dessas mulheres por dignidade, visibilidade e equidade em sociedades marcadas por profundas desigualdades.
A data, que rememora o 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas realizado na República Dominicana, em 1992 e, no Brasil, homenageia Tereza de Benguela (símbolo da resistência negra), convida à reflexão sobre as múltiplas barreiras enfrentadas por mulheres negras ao longo dos séculos, mas também sobre a força coletiva e os avanços conquistados.
No TRT-CE, essa reflexão também é vivida e compartilhada por colaboradoras e servidoras negras que ocupam seus espaços com dignidade e protagonismo. É o caso de Elisângela Marques de Souza Soares, colaboradora há 11 anos no Tribunal, que destaca o respeito e o ambiente acolhedor que encontra no seu dia a dia de trabalho.
“Aqui, pra mim, é tranquilo. O respeito é pra todo mundo. A gente é tudo igual, né? O certo é esse. Todo mundo é respeitado igual. Aqui dentro tem reunião, tem palestra, tem tudo em relação a isso. Eles fazem direto, falam sobre discriminação. A gente participa das palestras e todo mundo acompanha”, declarou a terceirizada de serviços gerais.
Mas, como aponta a servidora Carolina Teles de Araújo, que atua no Gabinete do Desembargador Emmanuel Teófilo Furtado, o significado da data vai muito além da celebração. É um chamado ao reconhecimento das dores, das ausências históricas e da reconstrução de imagens.
“O Dia fala, sobretudo, da necessidade de dar visibilidade à luta da mulher negra e suas múltiplas interseccionalidades, pelo resgate da dignidade humana e social. Por muito tempo não nos vimos nos espaços de poder, no protagonismo midiático ou social. Sinto que fui levada a pensar sobre raça ainda criança, por perceber esses códigos que carregavam um significado, mesmo que velado, de inferiorização. A vida vai te ensinando o caminho de volta pra si, pra um prestígio pessoal, e você vai cabendo nesse lugar. Hoje eu assumo o protagonismo da minha própria vida. Eu pertenço, eu estou aqui. A luta da mulher negra continua como coletividade e eu celebro cada conquista, me emociona, tem um gosto diferente.”
A história das mulheres negras no Brasil e no continente é marcada por lutas e resistência. O TRT-CE reafirma seu compromisso com a valorização da diversidade, com a promoção da equidade racial e de gênero e com a escuta atenta das vozes que, historicamente, foram marginalizadas.













