Observatório Internacional de Direitos Humanos visita TRT-CE para debater parcerias
- Página atualizada em 05/06/2025
Representantes do Observatório Internacional de Direitos Humanos visitaram o TRT-CE na quarta-feira (4/6). A delegação foi recebida pelo desembargador Francisco José Gomes da Silva, vice-presidente do Tribunal, com o objetivo de fomentar discussões e potenciais parcerias em assuntos relacionados aos direitos humanos. Estiveram presentes também representantes dos cursos de Direito e Medicina do grupo Uninta e representantes do poder público.
No início do encontro, estudantes de medicina de Cabo Verde apresentaram um panorama das dificuldades enfrentadas por estrangeiros no Brasil, como a escassez de oportunidades para estudantes e as dificuldades no seu país de origem. Foi levantada a possibilidade do Observatório apoiar uma pesquisa que investigue a relevância e urgência de programas de intercâmbio e auxílio, ressaltando a necessidade de angariar recursos.
A professora espanhola Begoña Ladron de Guevara, da Universidade de Villanueva, compartilhou sua experiência no grupo de investigação FERSI. "A gente coloca a educação no centro, cada jovem é único", afirmou, destacando a importância da responsabilidade social-educativa e da escola como núcleo transformador do entorno, envolvendo professores, alunos e famílias para o aprimoramento da educação.
Da Universidade do Minho, em Portugal, o professor Bento Silva classificou o encontro como "muito útil" para vislumbrar parcerias focadas nos direitos humanos e na dignidade da pessoa humana, especialmente em relação ao trabalho. "Situações como trabalho análogo à escravidão e a precariedade do trabalho não deveriam existir", pontuou, ressaltando a necessidade de estudos tanto na perspectiva da justiça quanto da dignidade humana.
Ao final, o desembargador Francisco José colocou o TRT-CE à disposição para futuras ações conjuntas. "A instituição está ao dispor para que a gente possa fazer um trabalho conjunto e instituir os direitos humanos no Tribunal e na Academia", declarou, enfatizando a meta de "levar o poder judiciário às pessoas da base" e a importância de conectar o conhecimento universitário com as necessidades da população, destacando a problemática do trabalho análogo ao escravo.













