TRT-CE participa de encontro do CNJ sobre proteção das mulheres
- Página atualizada em 18/03/2025
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) junto ao Superior Tribunal Militar (STM), realizou no dia 13 de março de 2025 o Encontro Nacional da Alta Gestão do Sistema de Justiça e da Segurança Pública para a Proteção das Mulheres e Igualdade de Gênero, no auditório do STM. A presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE), desembargadora Fernanda Uchôa, foi uma das participantes convidadas do evento.
Realizado no auditório do STM, em Brasília, o evento reuniu lideranças do sistema de Justiça e representantes de políticas públicas voltadas às mulheres. O objetivo foi promover o diálogo institucional, firmar compromissos e propor ações concretas para fortalecer a proteção às mulheres, combater a violência de gênero e ampliar a participação feminina nas instituições.
A conselheira do CNJ Renata Gil participou do evento e apresentou dados da pesquisa mais recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Publicado no início de fevereiro de 2025, com informações de 2024, o estudo mostra que 21,4 milhões de mulheres são vítimas de todos os tipos de violência no Brasil. “Essa violência acontece na frente dos seus filhos. Precisamos de uma ressignificação das nossas polícias, dos estados. Sei que é muito difícil, mas se o estado brasileiro não assumir essa responsabilidade, vamos continuar assistindo a morte de milhares de mulheres”, alertou.
Primeira mulher a assumir a presidência do STM, a magistrada Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha destacou que o evento representa um momento histórico tanto para o Superior Tribunal Militar quanto para o Conselho Nacional de Justiça. “A iniciativa carrega um forte poder simbólico, pois além de ser o primeiro evento institucional da minha gestão, evidencia o compromisso do Poder Judiciário como um todo na construção de um sistema de justiça mais acessível, eficiente e comprometido com a dignidade de todas as mulheres, trans, brancas, amarelas ou negras, mulheres da terra e das águas”, afirmou.
Para a presidente, a violência, em suas múltiplas formas, não escolhe vítimas nem se restringe a espaços privados ou públicos. “A atuação e articulação são fundamentais para garantir um atendimento integral e efetivo às mulheres em situação de violência. A presença feminina em instâncias estratégicas não é apenas uma questão representativa, mas é de efetividade institucional”, defendeu.
Com informações da Agência CNJ de Notícias, com informações do STM













