CNJ quer saber como está a saúde mental de magistrados e servidores durante a pandemia
- Página atualizada em 07/07/2020
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quer saber como anda a saúde mental do corpo funcional da Justiça brasileira diante do isolamento social causado pela pandemia da covid-19. Para isso, está mobilizando todos os magistrados e servidores em atividade no país para que participem, até 15 de julho, da pesquisa “Saúde Mental de magistrados e servidores no contexto da pandemia da covid-19”, formulada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ).
Clique aqui para acessar a pesquisa e utilize o código zPCGvnKe para responder.
O questionário da pesquisa é formado por 34 perguntas que levam de 5 a 10 minutos para serem respondidas. As perguntas estão relacionadas às condições que o servidor e o magistrado têm para desenvolver as atividades remotas; como avaliam o volume de trabalho recebido durante o período da quarentena; os sentimentos que têm vivenciado nesse período; seus hábitos; medos; o acúmulo de tarefas; e a responsabilidade por cuidados de crianças ou idosos.
A pesquisa também busca levantar as dificuldades que magistrados, servidores ou seus dependentes estão tendo para acesso aos serviços de saúde na fase da pandemia e identificar o nível de isolamento social e medidas de proteção que vêm sendo adotados.
Com base nas respostas, será possível identificar possíveis fatores de risco à saúde mental dos trabalhadores do Judiciário e também permitirá que o CNJ avalie os impactos das medidas de trabalho remoto.
A participação é anônima, sigilosa e voluntária. Os resultados serão apresentados de forma agregada, sem possibilidade de identificação pessoal e será de acesso público no Portal do CNJ.
A elaboração da pesquisa é uma ação do Comitê Gestor Nacional de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário com o objetivo de traçar um panorama da situação dos servidores, buscando oferecer informações que poderão ajudar esses trabalhadores a enfrentar o atual momento. Atualmente, a Justiça conta com cerca de 17 mil magistrados e 243 mil servidores em atividade.
Ansiedade e depressão
Um levantamento feito em 2019 sobre a saúde dos magistrados feito pelo DPJ mostrou que os transtornos mentais e comportamentais foi o quarto grupo de doenças mais expressivo nas ausências ao trabalho em 2018, com 18.8716 ocorrências, correspondendo a 10,1% do absenteísmo-doença. Ansiedade e depressão foram as principais doenças relatadas pelos servidores e magistrados.
A Justiça Estadual foi o ramo com maior percentual de afastamento das atividades laborais, com 13%. A Justiça do Trabalho apareceu com 10,4% das ausências, a Justiça Federal com 9,9%, a Justiça Eleitoral com 8,8%, os Tribunais Superiores com 7,9% e, a Justiça Militar com 3,8%.
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Fonte: Agência CNJ de Notícias







