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Setembro Amarelo: Programa Trabalho Seguro promove debate sobre saúde mental em Sobral

Evento ocorreu na última quinta-feira (17/9), na Faculdade Luciano Feijão

O Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE), por meio do Programa Trabalho Seguro (PTS), participou, na última quinta-feira (17/9), de mesa-redonda sobre prevenção ao suicídio na Faculdade Luciano Feijão, em Sobral, município do norte do Ceará. O debate integrou a programação do Setembro Amarelo e reuniu acadêmicos, professores e profissionais das áreas de Direito, Psicologia e Medicina.

A participação do PTS no evento foi conduzida por seus gestores regionais da Justiça do Trabalho do Ceará: a desembargadora Regina Gláucia Cavalcante Nepomuceno e o juiz do trabalho Raimundo Dias de Oliveira Neto.

Na ocasião, a desembargadora destacou que ambientes de estudo e trabalho que provocam sofrimento e adoecimento precisam ser transformados. Para ela, o Setembro Amarelo representa “um grito de socorro e de esperança” e reforça o compromisso de que ninguém precisa enfrentar sozinho situações de sofrimento psíquico.

“Estamos na faculdade para construir sonhos, mas nenhum diploma ou sucesso profissional vale a nossa saúde mental ou a nossa vida”, afirmou Regina Gláucia. A magistrada também ressaltou que ansiedade e depressão podem se manifestar de forma invisível, e defendeu a importância de falar sobre saúde mental e buscar ajuda. “Falar é a melhor solução para proteger o bem mais precioso do universo: a vida humana. O tempo de salvar vidas é hoje”, frisou.

Redes de apoio e ambientes saudáveis

Durante o debate, o médico José Faustino de Moura destacou a importância da prevenção e da construção de vínculos e relacionamentos que ofereçam suporte emocional. A psicóloga organizacional Adriana Goes também ressaltou a necessidade de fortalecer redes de apoio e transformar ambientes de estudo e trabalho em espaços promotores de saúde.

Segundo a psicóloga, organizações precisam ampliar a atenção às condições de saúde de seus trabalhadores e compreender que o cuidado com as pessoas também está relacionado à sustentabilidade dos ambientes profissionais.

Para a desa. Regina Gláucia, o Setembro Amarelo representa “um grito de socorro e de esperança”

A advogada e professora do curso de Direito da Faculdade Luciano Feijão, Geanny Cristina Prudêncio, defendeu o investimento em uma cultura de ambientes de trabalho mais saudáveis e destacou que situações de assédio devem ser enfrentadas sem responsabilizar as vítimas.

Ações do Trabalho Seguro

A desembargadora Regina Gláucia também apresentou iniciativas desenvolvidas pelo PTS no Ceará durante o biênio 2025-2026. Entre as ações destacadas estão o fortalecimento do Grupo de Trabalho Interinstitucional do Programa Trabalho Seguro (Getrin-7), o diálogo com o setor produtivo, a interiorização das atividades e a realização de ações voltadas à saúde mental e aos riscos psicossociais nos ambientes de trabalho.

A magistrada também apresentou a Cartilha de Prevenção ao Suicídio produzida com apoio de instituições parceiras – entre elas, a Faculdade Luciano Feijão e a Vicunha Têxtil – , e mencionou a campanha de Setembro Amarelo promovida pelo TRT-CE, com o tema “Trabalho com afeto, vida com futuro”.

Já o juiz Raimundo Dias de Oliveira Neto destacou a importância da atuação dos magistrados na discussão e no enfrentamento de problemas que comprometem o trabalho seguro e saudável. Ele também ressaltou a interiorização das ações do PTS e o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento.

“O trabalho não pode ser instrumento para mergulho na morte, na mutilação ou no adoecimento físico e mental”, afirmou o magistrado.

Ao final, a coordenadora do curso de Direito, professora Renata Albuquerque, e a vice-diretora geral da Faculdade Luciano Feijão, Rogeane Morais, agradeceram a parceria com o PTS para a realização do debate.

“O trabalho não pode ser instrumento para mergulho na morte, na mutilação ou no adoecimento físico e mental”, afirmou o juiz Raimundo Neto