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TRT-CE prepara Mutirão Racial 2026 com ações para impulsionar processos com temática racial

Imagem fotográfica. Seis pessoas estão reunidas em uma sala de reuniões, sentadas ao redor de uma mesa branca, olhando sorridentes para a câmera. Ao fundo, há uma tapeçaria colorida na parede e uma televisão que exibe um cartaz digital com o título "MUTIRÃO RACIAL 2026". A cena transmite uma mensagem de colaboração, trabalho em equipe e alinhamento institucional para a organização do evento.
Encontro ocorreu na sala de reuniões da Presidência do TRT-CE

O Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) realizou, na sexta-feira (23/10), uma reunião para organizar a participação da Justiça do Trabalho do Ceará no Mutirão Racial 2026. A mobilização, promovida em âmbito nacional pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), está prevista para ocorrer no mês de novembro e tem como finalidade acelerar o julgamento de processos e reduzir o acervo judicial ligado a controvérsias étnico-raciais e combate ao racismo no sistema de Justiça.

O encontro foi liderado pela juíza Jorgeana Lopes de Lima, que é gestora do Termo de Adesão do TRT-CE ao Acordo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento de ações conjuntas de proteção e promoção da Equidade Racial no âmbito do Poder Judiciário, e teve como foco alinhar as estratégias operacionais, tecnológicas e de comunicação para o evento. Participaram da reunião membros do Comitê Gestor Regional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade; o secretário-geral judiciário, Ednevaldo Medeiros; o coordenador de Serviços e Suporte de TI, Alfredo Malheiros; e a Coordenadora de Comunicação Social, Marjorie Marshall.

Entre as primeiras definições operacionais estabelecidas, ficou acordada a estruturação de um formulário próprio de inscrição de processos para o mutirão. O instrumento do TRT-CE incorporará campos adicionais para consulta sobre o interesse em conciliação e a especificação dos assuntos processuais envolvidos. A inclusão detalhada de tópicos no formulário (a exemplo de discriminação racial no trabalho, assédio moral, trabalho análogo à escravidão, trabalho doméstico e causas envolvendo comunidades quilombolas) permitirá ao Tribunal traçar um diagnóstico estatístico mais detalhado e qualificado.

A triagem de todas as inscrições recebidas ficará a cargo da Secretaria-Geral Judiciária, que emitirá os ofícios cabíveis às varas e unidades competentes para o devido andamento.
Em breve, o formulário será disponibilizado para que advogados e advogadas indiquem os processos que receberão atenção especial durante o Mutirão.

Campanha anual

Buscando assegurar a perenidade da pauta no órgão, a juíza Jorgeana Lopes de Lima propôs que o Mutirão Racial e outras ações voltadas às questões étnico-raciais façam parte do calendário oficial do TRT-CE. Para efetivar a medida, o Comitê de Equidade formalizará o pedido à Presidência do Tribunal para a elaboração do ato normativo necessário.

Visando dar máxima visibilidade à iniciativa, a Coordenadoria de Comunicação Social fará o lançamento de matérias jornalísticas e divulgará dados referentes ao perfil racial do corpo funcional do Tribunal. As artes do CNJ serão adaptadas com a identidade visual do TRT-CE e exibidas, inclusive, nos papéis de parede dos computadores corporativos da instituição a partir da segunda quinzena de novembro.

Por fim, no plano das parcerias institucionais, o Comitê de Equidade agendará encontros de alinhamento e sensibilização com a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) e o Ministério Público do Trabalho da 7ª Região (MPT-CE), unindo esforços com os órgãos essenciais à administração da Justiça para amplificar o alcance e o impacto do mutirão no Estado.