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TRT-CE realiza palestra sobre letramento e direitos da população LGBTQIA+

Grupo de 16 pessoas posa para foto sobre um palco em auditório. À frente, um telão projeta a logo da Prefeitura de Fortaleza e do Centro de Referência LGBT. Os integrantes — homens e mulheres de várias idades — vestem roupas casuais, camisas polo, fardamentos e calças de tons cáqui e preto, sorrindo para a câmera.
Grupo de servidores e estagiários no curso

O Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) realizou, na quarta-feira (24/6), a palestra “Práticas de Letramento e Construção de Direitos da População LGBTQIA+”. O evento, ocorrido no auditório da Escola Judicial (Ejud7), buscou capacitar o corpo funcional da instituição para um atendimento mais inclusivo e humanizado.

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A iniciativa foi promovida pelo Comitê Gestor Regional do Programa de Equidade do TRT-CE, contando com o apoio da Ejud7. A ação foi estruturada em parceria direta com a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza, integrando o calendário oficial de atividades voltadas ao Mês do Orgulho LGBTQIA+.

O treinamento foi direcionado especialmente àqueles que atuam no atendimento ao público externo. O objetivo da palestra foi a promoção do respeito, da inclusão e da valorização da diversidade dentro do ambiente institucional, combatendo preconceitos e barreiras no acesso aos serviços do Tribunal.

Homem pardo, calvo e com barba aparada, fala ao microfone voltado levemente para a esquerda. Ele usa uma camiseta cinza básica e relógio de pulso prateado, revelando uma tatuagem no braço esquerdo. Ao fundo, a mesma projeção clara destaca a identidade visual do Centro de Referência LGBT de Fortaleza.
Narciso destacou a importância do evento para o fortalecimento institucional do TRT-CE

Fortalecimento institucional

O evento contou com a facilitação de Narciso Júnior, coordenador especial da Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza, e de Ivna Costa, coordenadora do Centro de Referência LGBTQIA+ Janaína Dutra. 

Narciso Júnior destacou o papel fundamental dessas parcerias para que os órgãos públicos atuem de maneira interligada no enfrentamento à LGBTfobia institucional. "Os órgãos têm que estar interligados. Ter recebido esse convite e fazer essa parceria com o TRT-CE faz com que a gente consiga fazer com que o serviço público esteja cada vez mais capacitado e humanizado para atender a população LGBTQIA+ aqui em Fortaleza", pontuou o coordenador.

Durante o debate, foi ressaltado que o mês de junho, marcado globalmente pelo Orgulho LGBTQIA+, vai muito além das celebrações festivas. Trata-se de um período de intensa mobilização social, focado na conscientização e na garantia dos direitos humanos fundamentais dessa parcela da população. Narciso Júnior explicou que o conceito de "orgulho" para a comunidade está intimamente ligado à trajetória de lutas. "Quando a gente fala que a gente tem orgulho, é porque a gente resiste, porque a gente enfrenta, porque a gente tem trabalhado na busca de garantir direitos para a nossa população", esclareceu.

Mulher jovem, de pele clara e longos cabelos pretos lisos, fala ao microfone em um auditório. Ela veste uma blusa regata preta com estampa quadriculada cinza na frente. Ao fundo, um telão iluminado exibe o brasão da Prefeitura de Fortaleza e o texto "Centro de Referência LGBT Janaína Dutra".
Ivna explicou alguns termos da sigla LGBTQIA+ e como realizar o tratamento a pessoas desse grupo

A atuação da Prefeitura de Fortaleza foi evidenciada como um pilar essencial nessa estrutura de acolhimento, materializada por meio de equipamentos públicos específicos. Entre eles, destaca-se o Centro de Referência LGBTQIA+ Janaína Dutra, que oferece assistência diária à população, cobrindo eixos fundamentais como atendimento psicológico, jurídico, social e pedagógico.

Letramento 

A advogada Ivna Costa conduziu a parte técnica do curso. Sua apresentação tocou em pontos como nomenclaturas corretas para designação de pessoas trans; diferenças entre orientação sexual e identidade de gênero; direitos e garantias fundamentais; nome social e retificação de registro civil; uso de banheiro público por pessoas trans; entre outros tópicos.

A palestrante tirou várias dúvidas dos participantes e exemplificou na prática como proceder no atendimento e na abordagem direta a essa população.