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Justiça do Trabalho e SEST SENAT iniciam parceria para combate ao trabalho infantil

Sete pessoas posam para foto em uma sala de reuniões, divididas em dois grupos ao lado de um banner vertical laranja do SEST SENAT. Três homens estão à esquerda e duas mulheres e dois homens à direita, intercalados. Quatro pessoas vestem camisas laranjas e a maioria segura ecobags brancas com a estampa "#Brasil Sem Trabalho Infantil" em letras coloridas, enquanto dois homens seguram sacolas azuis.

A gestão regional do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem e o Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) deram um passo importante na construção de uma parceria institucional voltada à proteção de crianças e adolescentes. Na terça-feira (30/6), os gestores regionais do Programa da Justiça do Trabalho, desembargador Durval Maia e o juiz do trabalho Célio Timbó, visitaram a unidade do SEST SENAT em Fortaleza para conhecer a estrutura da instituição e discutir a formalização de ações conjuntas.

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O encontro teve como objetivo aproximar as duas instituições e iniciar as tratativas para uma cooperação voltada ao enfrentamento do trabalho infantil, à promoção da aprendizagem profissional e ao desenvolvimento de iniciativas de conscientização e inclusão social. A proposta é unir a experiência do Programa da Justiça do Trabalho na defesa dos direitos de crianças e de adolescentes à ampla atuação do SEST SENAT na formação profissional e na promoção da cidadania entre os trabalhadores do transporte.

Durante a visita, os magistrados foram recebidos pela diretora da unidade do SEST SENAT em Fortaleza, Denise Xavier, e pela técnica em promoção social, Alyne Moreira Morais. Na ocasião, conheceram a estrutura da instituição, incluindo o Memorial Fotográfico do Transporte Coletivo do Ceará, espaço mantido pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Ceará, Piauí e Maranhão (FETRANS), que preserva a história do transporte rodoviário de passageiros na região.

A comitiva visitou a oficina pedagógica e o simulador utilizado na formação prática de condutores especializados.

A comitiva também visitou a oficina pedagógica e o moderno simulador utilizado na formação prática de condutores profissionais, equipamentos que integram a metodologia de capacitação da instituição e contribuem para a qualificação dos trabalhadores do setor.

Criado em 1993, o SEST SENAT é uma entidade civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas do setor de transporte, cuja missão é promover o desenvolvimento profissional e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores transportadores e de seus dependentes. Em Fortaleza, a unidade oferece cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional, treinamentos especializados, atendimentos nas áreas de saúde, odontologia, psicologia, fisioterapia e nutrição, além de atividades esportivas, culturais e de lazer, consolidando-se como um importante centro de formação e promoção do bem-estar dos profissionais do transporte.


Projeto Proteção

Outro destaque da visita foi a apresentação do Projeto Proteção, iniciativa desenvolvida pelo SEST SENAT em parceria com a Childhood Brasil, por meio do Programa Na Mão Certa. O projeto busca mobilizar e conscientizar motoristas, empresas transportadoras e a sociedade sobre o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. As ações incluem campanhas educativas, capacitação de profissionais do transporte e disseminação de informações para identificação e denúncia de situações de violência, fortalecendo a rede de proteção da infância e da adolescência.

“A convergência entre os objetivos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho e as iniciativas sociais desenvolvidas pelo SEST SENAT evidencia o potencial da futura parceria”, salientou o desembargador Durval Maia. A expectativa é que a cooperação institucional amplie o alcance das ações preventivas fortaleça a conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil e incentive a aprendizagem profissional como instrumento de inclusão social e de acesso digno de adolescentes e jovens ao mundo do trabalho.